Todo mundo sempre costuma repetir:
"Ano-novo, vida nova".
Mas até que ponto sabemos realmente medir o peso desta afirmação e a colocamos em prática?
Se no ano que passou,
você não conseguiu atingir suas metas,
concretizar sonhos, acumulou mágoas
e não superou desafios inesperados,
agora é a hora de abrir as janelas da mente e do coração para o futuro.
É importante captar mensagens externas e não esquecer de olhar para dentro de si porque o caminho para uma vida nova passa, impreterivelmente, por nosso universo interior.
A mutação de seu momento atual, enfim, depende exclusivamente de você. Depende do seu trabalho mental, em acreditar e realizar. Nada, nem ninguém poderá fazer isso por você.
A ajuda pode, sim, vir de fora, mas o impulso deve partir de você. Independentemente de sua situação atual.
Em primeiro lugar, questione com honestidade:
"Eu realmente quero mudar minha vida?"
Se a sua resposta for afirmativa, então é hora de mexer-se porque o ano-novo está aí.
Para que isto dê realmente certo, é necessário, antes de tudo, se permitir mudar.
O próximo passo é derrubar aquelas barreiras internas tão prejudiciais, como o preconceito consigo próprio, o medo, a inveja e o rancor.
E, não esqueça, o mundo ao seu redor apenas reflete o que você é.
Feliz Ano Novo!!
Total de visualizações de página
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Gostei muito de ler este artigo
Nelson Tanuma
Vivemos hoje num mundo extremamente competitivo onde as pessoas buscam desesperadamente e a todo custo, acumular bens materiais, ter corpo perfeito, ter mais tempo, ter status e poder, e assim, vivem dentro de um contexto de vida estressante, narcisista, fútil e insaciável. Esquecem-se de que, não obstante a fugacidade da vida, o que vem em primeiro lugar é SER, em seguida FAZER, para depois vir a TER. Se você busca tornar-se um profissional e um ser humano melhor, e executa seu trabalho com amor, o resultado financeiro positivo será uma mera consequência. Certa vez ouvi uma definição de status que guardei por ter achado muito hilariante e muito interessante, o qual transcrevo a seguir: “status é comprar o que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para mostrar para aqueles que você não gosta, aquilo que você não é”. Penso que existe uma grande verdade inserida nessa frase. Na medida em que a pessoa amadurece, ela tende é de se preocupar-se menos com a busca pelo status e passa a procurar mais sua auto-realização, entretanto, existem pessoas com a chamada Síndrome de Peter Pan, e são aquelas que recusam-se a amadurecer, apesar da idade.
É importante ter saúde, sim, e não vale a pena perder a saúde para acumular riquezas, e num futuro breve ter que gastar toda fortuna para tentar reaver a saúde; e não obstante isso ser uma absoluta falta de inteligência, muitas pessoas hoje em dia fazem isso. A vida é uma bela viagem, e importa mais aproveitar bem a viagem do que preocupar-se apenas com o destino final.
É essencial investir na sua estrutura pessoal e profissional, tendo um objetivo em mente, e em seguida, partir para a ação. O importante não é apenas o objetivo em si, mas sim, o que o objetivo faz conosco, como ele nos afeta e mexe com nossas emoções. É isso é que nos dá motivação para acordarmos felizes pela manhã e nos faz sentirmos gratos por mais um dia de vida.
Tenha sonhos grandiosos, trace metas. Se você tem uma direção, faz sentido organizar sua agenda. O importante não é o que acontece conosco, e sim, o significado que damos para aquilo que acontece em nossas vidas. É importante que estejamos aprendendo a cada instante dentro de nossa organização ou de nosso negócio próprio. Se não estamos aprendendo e crescendo é porque chegou a hora de mudar. Todos sabemos que mudar não é fácil; e, pesquisas demonstram que o ser humano tem menos medo da morte do que da mudança. A mudança nos deixa incomodados e temerosos, justamente porque nos tira da chamada zona da conforto. É preciso renovar-se a cada, dia. Saiba que, fisicamente não somos mais a mesma pessoa que fomos há sete anos atrás, já que nesse intervalo de tempo, todas as células do nosso corpo se renovaram. Precisamos nos conscientizar de que tudo mudou, muda e mudará.
É preciso ter criatividade e coragem para mudar, crescer e se desenvolver-se a cada dia. Insanidade é fazer sempre a mesma coisa e querer obter resultado diferente, isso é impossível. É preciso estar aberto às mudanças; é preciso desbloquear e dar vazão ao fluxo da vida. Busque um sentido para sua vida e a direção a seguir ficará mais clara e visível para você. Se você tem uma meta, um sonho grandioso, tudo começa a fazer sentido para você, e você passa a amar a si mesmo.
Administre bem o seu tempo, pois, tempo é dinheiro e vida, se você não tomar conta da sua vida, certamente alguém irá tomar conta por você. O dia a dia de todas as pessoas é bem parecido, o que faz a diferença são os pequenos detalhes. É bem verdade que o hábito faz o monge. Cuide-se! O tempo não para e não volta atrás.
terça-feira, 22 de maio de 2012
O sonho só acaba quando você desiste!
Depois que a gente cresce, descobre que várias coisas não eram exatamente como a gente imaginava, no entanto, isso não significa que o sonho não possa ser realizado. Cada um tem um sonho, e cada sonho é a sua realização, é sua maneira de se sentir feliz, mas talvez a felicidade não seja a grande realização de sua vida e sim a união de vários momentos felizes, daqueles que você faz momento a momento.
Um sonho não realizado no momento em que você gostaria que fosse, não se torna impossível, nesta vida nada é impossível, depende de quanto você deseja alguma coisa e o quanto você vai batalhar para que ele se torne realidade.
A vontade de realizar algo, é o que impulsiona a viver, ter um objetivo, um sonho, faz com que você acorde todos os dias, e vá atrás dele, de alguma maneira, às vezes trabalhar não é o que mais gostamos, mas somente assim, chegamos perto de realizar, nem sempre o sonho de nossas vidas, mas as pequenas coisas que nos fazem felizes.
Muitas vezes, uma festa no final de semana, pode ser o que vai lhe impulsionar a ter uma semana melhor, podemos sonhar de vários tamanhos, preços, qualidades, o que importa é sonhar, acreditar nele, afinal as coisas só se realizam pra quem acredita, e sonhar não tem preço, não tem cobrança, e você pode fazer sempre, sonhar é grátis.
O que devemos fazer é não parar nunca, sempre ter algo que ligue nossos motores, que faça com que tenhamos mais vontade de viver, não que sua vontade dependa de outros fatores, mas sim, de si mesmo, ter garra, ter determinação. Mesmo nas horas que tudo indicar que deu errado, é nessa hora que você mais precisa sonhar, acreditar, viver, ir atrás, batalhar.
Quando desistimos de nossos sonhos, a vida perde a graça, perde o sentido, os sonhos são o sentido de nossa vida, o sonho só acaba, quando você desiste.
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Mas em que são baseados esses valores?
Mas em que são baseados esses valores? Quem nos ensina que uma coisa vale mais do que aquela, ou que um sentimento vale mais do que aquele são, normalmente nossos pais e, mais tarde, quando rompemos o cerco familiar, a sociedade que nos cerca.
A meu ver, hoje em dia, neste mundo materialista onde tudo o que tem valor precisa ter um ‘cifrão’ na frente, é difícil falar de valores outros que não os materiais.
Aprendemos também o valor do dinheiro, ou seja, daquele papel com o qual negociamos e compramos qualquer coisa que desejamos: comida, roupa, carro, TV, aparelho de som, etc.
O marketing se encarrega de nos indicar o valor das coisas e nós, presos numa armadilha tecida por nossa sociedade, ansiamos cada vez mais adquirir coisas de ‘valor’.
No entanto, existe outro valor importante e este não é comprável, adquirível!
Eu dou valor à amizade, dou valor aos sentimentos, dou valor aos ensinamentos que recebi, e que norteiam minha vida. Dou valor a uma palavra amiga, dou valor a um gesto carinhoso, a um sorriso quente, a uma mão que me afaga e consola. As dificuldades que enfrentamos em algum campo de nossa vida são criadas principalmente por carência de valor naquela área, ou seja, elas acontecem principalmente no campo que negligenciamos porque não o consideramos importante, não lhe damos valor. Desta forma não usamos a Lei da Atração. Atraímos naturalmente pessoas parecidas conosco, nos rodeamos de amigos parecidos, porque como poderíamos ter amigos que não admiramos? Aos quais não damos valor? E se não damos valor aos bens materiais, como poderemos ser supridos? E se não damos valor aos bens morais, como os conseguiremos? Como nos cercaremos de pessoas honestas, integras, com valores sólidos, e não aquelas que apenas aceitam o que é empurrado pela sociedade consumista?
É claro que não estou dizendo que devemos dar valor somente aos sentimentos, ou às heranças familiares, ou à amizade, já que precisamos de bens materiais. Porém afirmo que tudo precisa ser bem balanceado, bem equilibrado, pois se damos um excessivo valor aos bens materiais acabaremos doentes e se damos um excessivo valor aos bens emocionais, acabaremos também doentes! De uma maneira ou de outra a balança precisa ficar equilibrada.
sábado, 3 de março de 2012
Às vezes parece que o mundo está de pernas para o ar. No bombardeio de informações e notícias que chegam à sociedade a cada instante, seja por meio do rádio, da televisão, de revistas ou da Internet, a violência, os atos de corrupção, os sequestros, os crimes com requintes de crueldade ganham cada vez mais destaque. A educação recebida dos pais e das escolas, os valores como ética, moral e caráter, a religião e da família, estão perdendo espaço para novas formas de comportamento regidas pelas leis do mercado, do consumo e do espetáculo.
Vive-se numa época de grande barbárie e de pouca solidariedade. São tempos de alta competitividade guiados pela lógica da acumulação de bens e das aparências. Em nome dessa nova ideologia, os indivíduos se permitem agir passando por cima de valores que sequer chegaram a formar. O que importa é ser reconhecido, ser admirado, ter acesso a uma infinidade de produtos e serviços e usufruir o máximo do prazer.
E para isso, tudo é válido. Age-se de acordo com o momento e com a conveniência. Nesse contexto, não há por que esperar e se sacrificar para adquirir bens e ter sucesso, se existe meios mais rápidos para conseguir o que se pretende. Mas afinal, que tempos são esses em que as pessoas passam umas por cima das outras, sem qualquer constrangimento ou culpa, em busca de dinheiro e poder? Será que é possível encontrar uma luz no fim do túnel e ter otimismo nesse cenário?
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Acreditar não e tao fácil
Eu já errei. Já fingi um sorriso, já falei palavrões, já falei mal e já briguei, Mas nunca disse um “eu te amo” dá boca pra fora, eu posso fazer o que for, mas jamais vou iludir uma pessoa com falsas palavras, porque sei quanto machuca o coração.
Pensar não é uma tarefa fácil, principalmente devido ao forte apelo emocional que nossa constituição física e mental proporciona. Somos seres de emoção antes de qualquer coisa.
Sabemos que o raciocínio é influenciado em grande parte pela emoção e neste sentido o ato de pensar pode ser angustiante, motivando muitas pessoas a evitar tal prática.
O que identifica se uma afirmação é pensada ou negligenciada é a coerência e a conexão concreta com o mundo, neste sentido, quanto mais conectada com o mundo é uma afirmação, menor é a exigência de acreditarmos e maior é a possibilidade de comprovação. Acreditar e comprovar são os agentes que validam o pensamento.
A principal diferença entre uma crença e uma comprovação consiste no fato da comprovação exigir uma seqüência de fatos contextualizados enquanto que uma crença pode negligenciar as evidências.
Um termo muito usado para identificar erros do pensamento é chamado de falácia. Uma Falácia é uma afirmação pensada de maneira superficial, negligenciando as evidências, sendo fundamentada por crenças.
Muitas pessoas e instituições fazem um grande esforço para produzir erros de raciocínio aceitáveis, seja para vender um produto ou vencer uma discussão.
Fazer com que as pessoas sejam influenciadas por falácias é uma arte cada vez mais estudada e praticada no cotidiano. Hoje é consenso que a responsabilidade de não acreditar em afirmações propositadamente equivocadas é individual. Alguns entendem que a responsabilidade não é de quem produz o engano e sim da pessoa que acredita.
Com tantas tentativas de influenciar as pessoas, torna-se importante ficar atento para identificar as falácias.
A melhor maneira de se proteger é sempre perguntando pelo conjunto de evidências e não aceitar apenas uma evidência como verdade.
Como as crenças estão intimamente associadas aos sentimentos e estes são porta de entrada para influenciar uma pessoa, geralmente os truques para criar uma ilusão usam da crença através de algumas das técnicas de persuasão.
Uma das maneiras de convencer alguém é através do seu sentimento por outra pessoa ou pela autoridade no qual tenha adquirido confiança. Neste sentido, ao receber a informação de alguém que você gosta ou que acredita, é possível que ocorra menor questionamento sem o exercício de identificação de possíveis falácias.
Quando alguém acredita em algo, está apenas manifestando um sentimento e não um conjunto contextualizado de evidências.
Tentar fazer você acreditar em algo consiste em motivar sentimentos e criar uma ilusão onde a pessoa terá dificuldades em ficar atento para as inconsistências e não conseguirá questionar adequadamente certas afirmações.
Para se proteger deste tipo de influência é aconselhável perguntar sobre suas emoções frente alguma afirmação. Observe se é necessário confiar/acreditar no que é afirmado ou existem e são demonstradas evidências concretas.
Para influenciar é importante criar distrações. Normalmente se insere falácias dentro de polêmicas e dramatizações. Isso ocorre devido ao fato da pessoa acabar prestando mais atenção ao que é polêmico ou dramático e desta forma não percebe algumas inconsistências do que é afirmado.
Não se deixe influenciar, busque pelo conjunto de evidências e observe atentamente o contexto das afirmações.
domingo, 26 de fevereiro de 2012
"Aprender com a experiência dos outros é menos penoso do que aprender com a própria".
José Saramago
Ultimamente venho percebendo o quanto as pessoas boicotam a si mesmas. Não é raro observar pessoas se enganando, quando precisam crescer ou melhorar em algum aspecto, enxergar verdades que podem machucar, tomar atitudes difíceis, etc.
Acho que temos que aprender a ser verdadeiros acima de tudo, principalmente com questões que dizem respeito a nossa evolução. Enxergar as próprias falhas é ser coerente com determinados assuntos que podem nos fazer crescer como seres humanos e como profissionais. Podemos ate tentar nos enganar. Mentindo pra nós mesmos, mas no fim acabamos admitindo a verdade.
Quando não admitimos que precisamos mudar em algum aspecto, muitas vezes estamos fechando os olhos para nossa necessidade de aprendizado e recusar aprendizado é enganar a si mesmo.
E ser autoconfiante demais também demonstra que estamos nos engando, afinal porque nos sentimos melhores do que os outros, o que nos permite ter essa impressão? Na maioria das vezes a ideia de satisfação com a condição atual serve para evitar termos que mudar algo, mesmo que isso nos incomode, ou justificar nosso erros.
Bem, acho que deu para entender perfeitamente,que ser verdadeiro consigo mesmo é entender suas incapacidades e necessidades de melhora, é aceitar as críticas e crescer como ser humano. A consciência da necessidade de crescimento contínuo demonstra a verdade para consigo mesmo! Muitas vezes devemos usar experiência de outros para poder entender o nosso próprio crescimento.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Amor ou paixão?
Amor e paixão são sentimentos diferentes se definirmos amor como um interesse sincero por uma outra pessoa e paixão como um forte desejo que pretendemos satisfazer.
O amor autêntico dirige-se à outra pessoa. Se necessário, estamos disponíveis a sacrificar o nosso bem estar para fazer com que o outro seja mais feliz. Enquanto que a paixão pode ser simplesmente uma satisfação egoísta. Portanto se o que uma pessoa sente é paixão, não deve esperar amor em contrapartida.
Quem já mergulhou de cabeça no amor? Quem já teve aquela sensação de se diluir e de se perder no outro, como se estivesse completo? Acredito que muitos de nós. Mas, será que o que sentimos era realmente amor?
Na realidade, o que vivemos foi o encantamento da paixão. Nessa fase do relacionamento, se experimenta um estado de magia que se alimenta do desejo e da atração, mas que cega a ambos. O parceiro não está realmente visível para o outro. Não há questionamentos e tudo ilusoriamente se encaixa.
É sentimento muito especial. Contraditório, eterno enquanto dure porem forte e frágil ao mesmo tempo. A paixão simplesmente acontece! E nos deixa vulneráveis e indefesos. Os cientistas a descrevem como uma descarga bioquímica que transporta no interior de nosso ser um misto de adrenalina e outras substâncias, que produzem uma confusão inebriante e nos deixa embriagados de amor.
Os aspectos negativos aparecem quando, ao findar da mágica, só resta a sensação de um sentimento que não se renova, no momento que temos a exata medida do resultado zero e da verdade do amor cego, que era muito bonito, mas que, quando se torna real, não consegue vislumbrar nenhum atrativo.
A recuperação muitas vezes, é uma das mais perversas e pode necessitar até de acompanhamento psicológico para salvar o que ficou.
O amor se transforma e precisa de cuidados para que o sentimento seja sempre resgatado e possa manter o relacionamento como uma síntese de desejo e afeição.
A paixão, ao contrário do amor, dura intensamente por um tempo muito curto e a estabilização no amor acontece na medida em que os amantes passam a ter uma visão real da verdade do outro.
A maturidade do envolvimento afetivo consegue suportar a frustração de não conseguir ver no outro aquela perfeição ambulante.
A dificuldade a ser superada se dá quando este sentimento não consegue se reorganizar e o ajuste de um novo relacionamento terá que contar com a realidade mascarada.
Todos nós queremos viver um grande amor e com uma paixão ainda melhor, nem que seja uma única vez.
Valiosos os relacionamentos que, de uma grande paixão, vão caminhando, lentamente se solidificando, sem a dimensão conquista e nem sentimento furacão, mas sólidos e intensos, que como diluindo a paixão a tornam eterna.
O amor ao parceiro permitirá o Amor à Vida, onde um não precisa do outro para viver, mas escolhe ficar com o outro, reconhecendo sua individualidade.
Nesse momento, fruto de um processo de amadurecimento, aprende-se a distinguir entre amor e dependência, amor e obsessão, amor e sexualidade, e por fim entre amor e paixão.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Nossa história pessoal
A história é importante. Tanto a historia das civilizações como a nossa própria historia pessoal. George Orwell escreveu: "Quem controla o passado controla o futuro." Nossa visão do passado afeta como respondemos em nossas atuais circunstâncias. Se a nossa visão do passado for errada, provavelmente faremos escolhas erradas hoje. Estes escolhas erradas causarão mais conflitos e grandes problemas no futuro.
Fazer escolhas é doloroso. Temos medo de errar, temos receio de sofrer, temos medo de escolher o ruim e desprezar o bom. Escolher, em suma, é um misto de arte, dor, superação e aprendizado. Para isso e importante se ter consciência do seu passado e se livrar dos grilhões muitas vezes impostos por problemas durante seu processo de crescimento, que muitas vezes por anos tentamos não perceber, porem enfrentar todos estes acontecimentos dolorosos é de grande importância para o nosso crescimento, só conseguimos superar aquilo que entendemos e deixamos fazer parte de nosso passado como uma simples experiência de vida, mas não como algo ainda presente atrapalhando nosso futuro.
Mas o tempo, embora leve tudo como numa enxurrada, tem suas vantagens, ajuda a suavizar dores, aquelas bordoadas da vida que, hoje a gente entende, são necessárias, para sermos mais tolerantes, não tem como não levar, não tem como fugir: Pais, amigos, conhecidos, que partem pra outros lugares e até para o infinito, ou como dizem, foram pro andar de cima. Coisas ou pedaços que vamos deixando pelo caminho, perdas, derrotas, que bate duro, e quando, sem querer, lembramos, mesmo voltando a vivê-los, são mais amenos, passaram, é o ontem.
Não há como se perder tempo com bobagens. O mundo está acelerado demais pra isso, com muitas coisas legais ao nosso alcance, como a tecnologia, por exemplo, impensável até pouco tempo atrás, por isso há que se pensar melhor e apressar o passo e a mente, deixar pra trás o que não tem mais jeito e tentar ser mais feliz hoje. Aproveitar o tempo da melhor maneira possível, pois tudo passa muito rápido, como num piscar de olhos, então que sejam rastros e pedaços só de coisas boas, só do que valeu a pena.
Rejeição e medo
A rejeição é bastante poderosa. Deixamos de fazer muitas coisas pelo simples medo de ser rejeitado, até por pessoas que não têm nenhuma ligação emocional conosco. Isso você pode ver no dia-a-dia. Pessoas que têm dificuldades de pedir informação, de chamar alguém pra dançar, de vender algo. Racionalmente, não seria nada de mais, o pior que pode ocorrer é se ouvir um não. Mas emocionalmente não é tão simples.
A rejeição costuma deixar marcas na auto-estima. Ainda mais quando a pessoa é rejeitada na infância. Nesse caso, as marcas podem ser bastante profundas e influenciar o comportamento pelo resto da vida, caso a pessoa não perceba e nem trate o sentimento.
Na vida adulta, a rejeição ocorre também de outras maneiras: casamentos desfeitos, namoros rompidos unilateralmente, perda de emprego ou cargo, humilhações e tratamentos diferenciados no trabalho, amizades desfeitas...
Mas porque é que dói tanto ser rejeitado? O que acontece quando alguém é rejeitado, ou se sente rejeitado por alguma atitude de uma terceira pessoa, é o surgimento de um sentimento de menos valia. A pessoa rejeitada, no fundo, acaba sentindo que tem algo de errado em si mesma.
Esse sentimento da pessoa rejeitada de que parece que tem algo de errado com ela, na maioria das vezes não é bem percebido. Essa é a causa maior da dor: achar que e a rejeição ocorreu por que há um "defeito" na pessoa e isso que a levou a ser descartada, desprezada, abandonada, rejeitada. A pessoa busca a explicação, não encontra, e, inconscientemente, é levado sentir que tem algo de errado nela que levou a outra pessoa a rejeitá-la. A pessoa fica se perguntando o porque daquilo, não entende, e, no final das contas, fica implícito: "tem algo de errado comigo, não sou bom o suficiente".
Imagine carregar esse sentimento desde a infância: "eu não tenho valor, tem algo de errado comigo, eu devo merecer isso mesmo..." Isso vai gerar outros sentimentos como a culpa por exemplo. Se sentir culpado por não ser uma pessoa boa o suficiente, por não corresponder as expectativas da vida.
Gera também uma necessidade constante de aprovação. A pessoa se esforça, tenta agradar, continua sem o reconhecimento, tenta novamente agradar, e vira um circulo vicioso: tentar agradar a todo custo, não ser reconhecido, se sentir rejeitado por isso, e novamente agradar. Vira uma busca eterna pela aprovação.
Outra conseqüência da rejeição é a raiva e a mágoa. Como a atitude de rejeição faz a pessoa se sentir menos, e isso é bastante doloroso, é natural se defender ficando com raiva do outro ou de si próprio.
Não somos menores que ninguém, somos o que somos: únicos, amados e capazes de amar. Somos seres de superação, seres que têm um imenso céu para brilhar, e que, em virtude disso, não precisamos apagar estrela alguma para que nossa luz se faça real. Somos cada qual, com suas belezas e ausências, um universo onde a felicidade é sempre uma possibilidade real.
Na medida em que formos assumindo nossa verdade e encarando de "cabeça erguida" nossa história e aquilo que somos, mais conseguiremos conquistar o território que somos nós, sem nos compararmos nem nos julgarmos inferiores a ninguém.
Assinar:
Postagens (Atom)




.jpg)


