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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

TUDO O QUE CHEGA, CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO...

1 – Eu não te amo pelo que tu és mas pelo que eu sou quando estou contigo
2 – Ninguém merece as tuas lágrimas e se alguém as merecer não te fará certamente chorar
3 – Se alguém não te amar como tu desejas, isso não quer dizer que essa pessoa não te ame com todo o seu coração
4 – O verdadeiro amigo é aquele que segura a tua mão e toca o teu coração
5 – A pior maneira de sentires a falta de alguém é sentares-te a seu lado e saberes que essa pessoa nunca estará a teu lado
6 – Não deixes de sorrir mesmo que estejas triste porque não sabes quem poderá apaixonar-se pelo teu sorriso
7 – Talvez para a generalidade das pessoas tu não sejas senão mais um, mas para certas pessoas és todo o mundo!
8 – Não percas tempo com quem não está disponível para passar algum tempo contigo
9 – Talvez Deus queira que tu conheças certas pessoas más antes de conheceres a pessoa certa para que tu possas ficar grato quando enfim a tiveres encontrado
10 – Não chores porque alguma coisa terminou, sorri porque aconteceu.....
11 – Haverá sempre alguém que te critica, mas continua a manter-te confiante e a dar atenção àqueles em quem confias
12 – Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te que sabem bem quem és tu antes de conheceres alguém e de esperares que eles vejam quem tu és
13 – Não corras demasiado, as melhores coisas chegam quando menos se espera!

TUDO O QUE CHEGA, CHEGA SEMPRE POR ALGUMA RAZÃO...

Mude a sua história

Pessoas são interessantes, mesmo em suas limitações e falhas. Eu aprendo muito observando e convivendo com elas. Cada vida é uma história rica em experiências para aprendizado. As pessoas são como um livro, mas nem sempre um livro fácil de entender, pior ainda quando a própria pessoa não entende o roteiro de sua vida.
Quando não se percebe que você pode mudar a sua história, mudar o rumo de sua vida. Uma situação ruim ou traumática pode acabar se tornando o agente catalisador necessário para você mudar a sua vida para o melhor. São durante os momentos de dor e de descontrole que somos colocados cara a cara com nossa própria realidade e é justamente nesse momento que temos a opção de virar o jogo, erguer a cabeça, superar os nossos limites e mudar a nossa história.
Somente quando você olhar para o seu interior, e buscar o entendimento e desejo de ser melhor, se livrando da bagagem negativa que você tem carregado e sobrecarregado os outros a sua volta, você poderá iniciar a escrever sua nova história. A história que você sempre desejou ter. Podemos continuar com medos e traumas ou vencê-los.
Interessante que muitas vezes mudamos a nossa e de muita gente a nossa volta, efeito cascata, quando conseguimos modificar determinado aspecto de nossa vida que não esta indo bem ou que nos trás dificuldades, na maioria das vezes mudamos também a forma de nos relacionarmos com as pessoas a nossa volta.
Para que esperar mais alguns dias até a outra segunda-feira se você pode começar a mudar agora? Para que seguir a rotina diária, se hoje você pode fazer valer a pena seu dia, se hoje você pode mudar sua história?
Portanto não espere até amanhã para recomeçar, viva o hoje, mude, questione, recomece! Não é a virada do mês, um novo dia ou um novo ano que vai fazer sua vida mudar, é você que tem poder de mudar sua história. Seja mais que um na multidão, sorria mais, não somente exista viva! O mundo muda, quando você muda.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quem compra caráter?

Conversado com um amigo outro dia, falamos sobre pessoas que vivem para acumular, seja o que for dinheiro, prestigio, bens, etc. Acabamos por sentir pena de gente assim, que numa parte de sua vida que deveria estar aproveitando tudo o que já conseguiram, estão cada vez, mas presos a uma maquina compressora e somente perceberão a besteira que estão fazendo quando o pior acontecer. Parece que vivem numa ilusão de que tudo é eterno, inclusive eles.

Parece conversa de pobre mentido a besta, mas uma coisa tenho certeza, nem todo dinheiro do mundo permite que você se sinta feliz, se não estiver disposto a fazer concessões e se relacionar de maneira correta e harmônica, com quem o cerca, nada pode substituir a dignidade nas relações, nem ser trocado por valores, caráter não se compra.

Viver é acumular pessoas, sentimentos, sensações e dias vividos. Viver nunca é se desfazer completamente daquilo e daqueles que entraram nas nossas vidas.  Resta a nós decidir o que de bom aproveitar.

Viver é acumular! Não bens materiais, porque se não for assim, só vai te restar o vazio dos espaços que deveriam ter sido preenchidos e a solidão em sua cobertura tríplex de frente para o mar.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Sentindo-se culpado

Sentindo-se culpado, idéias para ajudar a lidar com sentimentos de culpa.

A culpa é um estado emocional comum nos seres humanos, aprendemos a sentir-se culpado das crianças. 

Muitas vezes nos relacionamentos com os outros será usada a culpa por algumas pessoas para fazer o que os outros querem. Na família, na escola, no trabalho, no casamento. O uso de culpa muitas vezes é consciente ou inconscientemente.
A falha ocorre quando há um contraste entre o que nós temos o comportamento ideal e o que é feito na realidade.

A culpa leva a um mal-estar que pode ser devastador para a pessoa. Ansiedade depressão , distúrbios alimentares, vícios.

Todos nós cometemos erros, absolutamente todos. 

Uma das técnicas de manejo mais comum é fazer com que outra pessoa se sinta culpada, a fim de obter algo. Assumindo os erros e tentar corrigi-los é uma coisa, se sentir culpada por algo que aconteceu e não pode alterá-lo é outra.

Idéias que nos ajudam a lidar com a culpa.

1 - Reconheça seus erros e por que você se sente culpado. Se você pode alterá-lo ou melhorá-lo, faça. Se você não pode mudar ou melhorar o que você sente: culpa?

2-Todos têm o direito de estar errado

3-Se alguém faz você se sentir culpado descubra o que te trás esta culpa?


Não deixe que ninguém (inclusive você mesmo) faça você se sentir mal com a falha. Se você se sente culpado por alguma coisa, haja sobre ele (itens 1 e 2). Se você fez e ainda se sente mal procura a ajuda de um profissional. Às vezes você precisa de um guia para superar os conflitos internos. 

Continuamente sentimento de culpa pode ter efeitos na sua saúde física e mental.

Depressão e dores passadas

Será que uma pessoa pode estar tentando se punir? Como entender que pode haver uma autopunição em certas pessoas? Elas se punem por quê?
O inicio de quadro de depressão caracteriza-se por tristeza profunda, desânimo, idéias negativas, pessimistas, às vezes irritação, choro fácil ou bloqueio do chorar (quando então a pessoa experimenta uma forte angústia no peito, que é o choro preso), desprazer em estar com as pessoas, sente-se pior pela manhã, tendo dificuldade para levantar da cama, insônia, às vezes idéias suicidas (porque a pessoa não vê solução para seu sofrimento), etc.
A depressão pode surgir em função de perdas. Perdas reais ou imaginárias, parciais ou totais, temporárias ou definitivas. Pode-se juntar a esta perda a que foi trazida da infância na qual também ocorreram frustrações na família de origem. A perda da infância pode ser vivida de forma inconsciente e a pessoa viver no presente como se a dor do passado não tivesse mais nenhuma relação com a atual, nem toda dor emocional do passado mal resolvida é consciente. Alia-se à esta perda infantil, a perda atual. Daí surge acúmulo de dor que pode se tornar insuportável.
O que você faz quando surge dor física? Toma um analgésico, um comprimido, um líquido, uma injeção, um chá, uma pomada, uma compressa, ou gelo. E quando a dor é emocional? Você pode tomar medicamentos, dormir demais, se drogar, fingir que não há dor, trabalhar demais, punir a pessoa que o frustrou. E como pode punir? Privando-a de afeto, se tornando fria, indiferente, agressiva. Pode trair, se isolar, privar a pessoa de sexo, abandoná-la, pode se dedicar exageradamente a outro membro da família, etc.
A pessoa frustrada, carente de afeto e de valorização, pode ter razão em se sentir magoada e ferida porque pode ter sido privada de atitudes que gerariam autovalor. E autovalorização é uma necessidade humana básica. Quando há perturbação da formação dela por causa de um problema anterior, o indivíduo pode recorrer a métodos não construtivos para a formação da necessária autovalorização. Pode buscar a coisa positiva, de maneira negativa, destrutiva.
Se a pessoa está num caminho errado, que sua consciência condena, ela terá culpa inevitavelmente. Culpa real. Pode se sentir péssima consigo e passar a não só punir o outro que a frustrou, como pode punir a si própria.

A depressão pode ser, portanto, uma forma da pessoa manifestar uma autopunição (resultado da culpa real) por ter buscado métodos errados de punir aquele que o frustrou. Ela pode ficar nisso o tempo todo, num círculo vicioso.
Só há uma saída reestruturar sua estrutura de vida ,livrando-se dos métodos errados utilizados para busca do autovalor, instaurando relacionamentos sadios com o mundo que a cerca, aprendendo a lidar com a dor e fugindo dos métodos destrutivos.

Medo do acerto

A maior parte das escolhas de nossa vida são fortemente influenciadas por algum desejo. Diariamente fazemos centenas de escolhas, ainda que irrelevantes, que derivam de alguma vontade; e na maioria das vezes nos tornamos insatisfeitos com essas decisões.
Alimentado pela falta de impulsão e coragem, o medo de acertar talvez seja uma das maiores falhas humanas e se enraíza tanto que se torna parte de nossa personalidade. Principalmente pra quem já quebrou a cara algumas vezes, acertar é algo muito mais desafiante e misterioso do que errar, afinal, já sabemos o que vai acontecer se der tudo errado. Querer uma coisa e escolher outra é escolher o erro; e escolher errar é mais seguro do que escolher acertar. Pior do que o medo de errar; é o medo de acertar.
Acertar envolve luta, coragem, determinação, vontade. Acertar é algo desgastante! Já errar é simples, basta fingir que você não queria acertar. A força do momento também favorece a escolha do erro, já que diante de um desafio a possibilidade de fugir torna-se agradável para muitos. Mas não dá pra fugir dessas escolhas, por que no final a consciência vai pesar! Não dá pra ignorar todos seus desejos e fingir que está tudo bem, pois ainda que você engane o mundo inteiro jamais enganará a si mesmo. Não dá pra fingir pra si mesmo, todos nós sabemos o que realmente queremos. E ainda assim temos medo de acertar.
Superar a si mesmo é um dos maiores desafios que já ví, é a maior prova de coragem já criada. Essa imprudência saudável talvez seja o fator que difere gênios de pessoas comuns. Muito diferente de agir de modo impensado, essa fé cega é como um bomba estourando dentro de você que elimina qualquer pressão externa e te força a escolher, lutar e alcançar aquilo que realmente se deseja. É a vontade pura e realizada: a maior fonte de satisfação que se pode ter.
Fenômeno que deveria ser incorporado em cada escolha que fazemos, assim eliminando as insatisfações ou sentimentos angustiados que nós perseguem por largos períodos de tempo.
O fator aleatório da vida pode nos conceder nossos desejos, claro, mas ficar sentado esperando que isso aconteça se é que vai acontecer, não é tirar proveito de nossa capacidade.
Se enganar não é algo que você vai conseguir fazer, por isso use da sua capacidade pra não ter arrependimentos. O prolongamento desse processo não é nada agradável e depois de começado não costuma ser evitável.

domingo, 4 de setembro de 2011

Quem vive de migalhas

Engraçado como certas pessoas passam grande parte de sua vida se contentando com uma pequena parte do que lhe é oferecido, não de forma espontânea, mas porque muitas vezes a vida as obriga a isso, se contentando com as migalhas que lhe são oferecidas. No trabalho, na família nas relações que se estabelecem, acabam aceitando uma situação em que não são o ator principal, mas um pequeno coadjuvante que esta ali,sem saber bem porque algumas vezes, viver apenas metade da historia.
A questão do acostumar-se com o pouco ou quase nada acaba com nossa autoestima e com o tempo vamos achando que é isso o que merecemos. Migalhas dos amigos que fingem prestar atenção, migalhas dos parentes que nunca ouvem, migalhas daquela pessoa que nunca lhe telefona. Aquele que se contenta em viver relações paralelas ou que não tem condições de se abrir e viver uma história por inteiro não vive e não deixa viver. Correto que ninguém é 100 por cento feliz! Mas podemos viver dessa maneira? Mendigos ambulantes, à espreita do que ira sobrar?
Em nossas relações do dia-a-dia precisamos ser mais do que somos. Temos que fugir superficial, do personagem que sempre incorporamos, nos acostumamos tanto a essa representação que acabamos por esquecer quem de fato somos e agir de forma diferente do que deveríamos ou do que somos apenas por um pouco de atenção ou carinho! Quem se contenta com migalhas não tem a percepção real do seu valor, nem maturidade emocional suficiente. Se mantendo em uma posição de " coitadinho", sempre assumindo uma culpa que não é totalmente dela, quando os problemas surgem. Claro que grande parte da culpa e dela, me parece que mais que tudo pessoas assim tem prazer em viver de culpas e não assumir com firmeza a direção de sua vida.
Podemos ser diferente? Sim com certeza! Mas, todo caminho demanda uma decisão, uma escolha. Depois, no nosso tempo, e só caminhar fazer escolhas acertadas, romper com o que nos torna cegos à vida, reagir a altura aos que tentam, nos impingir suas soluções ou suas necessidades, muitas vezes seremos a pessoa ruim e dificil, melhor assim que viver das migalhas que nos atiram.
Não se contente com migalhas, vá atrás do que lhe pertence por direito. Todos nós merecemos ser plenamente felizes, ser quem realmente somos e descobrirmos o NOSSO verdadeiro prazer em viver.

sábado, 3 de setembro de 2011

Relações reais











As relações reais tendem mais a se modificar do que a se manterem estáticas. É por isso que é eficaz permitir-me ser o que se é. Saber quando se aproxima dos limites da resistência ou da tolerância e aceitar isso como um fato; saber quando se deseja moldar ou manipular as pessoas e reconhecer isso como um fato. Ser capaz de aceitar esses sentimentos como aceitamos os sentimentos de entusiasmo, de interesse, de compreensão, que também são uma parte muito real de todos. É unicamente quando aceitamos todas essas atitudes como um fato, como uma parte nossa, que nossas relações com as outras pessoas se tornam o que são e podem crescer e transformar-se com maior facilidade.

sábado, 27 de agosto de 2011

Quero


Quero tudo novo de novo.
Quero não sentir medo.
Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. 
Quero sair pelo mundo.
Quero fins de semana de praia.
Aproveitar os amigos e abraçá-los mais.
Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. 
Quero um trabalho novo.
Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto.
Quero ter momentos de paz. 
Quero dançar mais.
Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais.
Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais.
Pensar mais e pensar menos.
Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque.
Quero ser feliz, quero sossego, quero uma tatuagem.
Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos.
Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais.
Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás.
Quero olhar nos olhos do que me fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa.
Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão.
Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. 
Quero menos “mas”. 
Quero não sentir tanta saudade. 
Quero mais e tudo o mais.

“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha"

Tristeza e depressão


Remédios antidepressivos podem ser usados para resolver tanto um quadro clínico mais grave de depressão como também alguns problemas os quais todos passamos: a perda de um emprego, o fim de um relacionamento, ou mesmo a morte de uma pessoa querida. Portanto não é surpresa que tantas pessoas usem remédios antidepressivos.
Mas será que isso é mesmo uma boa ideia? Um número cada vez maior de pesquisadores na saúde mental vem dizendo que não. O que se teme é que ao se tratar uma tristeza normal como se fosse uma doença estaríamos perdendo uma parte crucial da biologia. A tristeza, eles argumentam, serve a um propósito evolucionário.
Por outro lado muitos psiquiatras dizem que não. A tristeza tem o sórdido hábito de se transformar em depressão. Mesmo quando as pessoas estão tristes por uma boa razão, elas têm o direito de usar remédios para se sentirem melhores se for o que elas querem.
Mas então quem está certo? A tristeza é algo que podemos viver sem ou é uma parte crucial da condição humana?
Existe uma dificuldade em trazer grandes evidências da importância da tristeza nos seres humanos, mas existem muitas ideias sobre o porquê de nossa propensão a nos sentirmos tristes.
Será que a tristeza teria uma função futura: ela nos ensina a aprender com os erros?
Ou uma grande depressão pode nos salvar dos efeitos do stress em longo prazo. Desta forma ela seria um modo de dizermos aos outros membros da comunidade que precisamos de ajuda.
Existe, também, a noção de que a criatividade está ligada ao humor triste. Não é pequena a lista de artistas, escritores e músicos que sofrem de depressão ou transtorno bipolar. Especialistas sugerem que uma resposta negativa faz a pessoa ponderar a sua experiência infeliz o que permite que o subconsciente criativo venha à tona ou que a pessoa trabalhe para evitar essa sensação ruim no futuro.
Portanto muitas vezes a tristeza, que é considerada um grande mal nesse inicio de século, pode ser parte essencial de nossa condição humana e a melhor forma de nos fazer superar nossos erros
Como podemos então distinguir uma da outra? Será a tristeza o princípio da depressão?
A depressão é uma doença dos nossos tempos. Aliás, tornou-se não apenas a maior epidemia do século XXI, como passou a ser utilizada de forma imprecisa e quase abusiva. E com isto, os momentos de tristeza passaram a ser classificados como fazendo parte de uma depressão.
Antes de mais, é preciso perceber que existe uma enorme diferença entre tristeza e depressão, pois enquanto a primeira faz parte da vida e dos ciclos que atravessamos, a segunda é sinónimo de doença grave e, nalguns casos, incapacitante.
Com o avanço dos remédios antidepressivos, a tristeza tornou-se um sentimento evitável e a cada dia cresce o número de pessoas que procuram tomar medicação para ultrapassar os momentos difíceis da vida. No entanto, esta atitude é para alguns errada e mal interpretada.
O ideal não é fazer a tristeza desaparecer com o uso de remédios. Isto porque, a tristeza não é uma doença mas sim, uma reação normal perante uma situação de perda, decepção ou frustração.
Viver a tristeza permite que possamos aprender a aceitar as perdas e nos organizemos internamente, podendo superar as fases de maior dificuldade de maneira saudável.
A depressão, por outro lado, é um distúrbio cujas características vão muito para além da tristeza. Quando se está deprimido, predomina o sentimento de infelicidade, mesmo sem causa aparente. Perde-se o gozo em quase todas as situações, mesmo as que anteriormente davam o maior prazer! Deixa-se de conviver com os amigos e familiares, e procura-se o isolamento como forma de vida. Aliado a isso, perda de concentração, por vezes ganho excessivo de peso, dores no corpo, ansiedade e irritação. Por todas estas características, a depressão é uma doença altamente incapacitante e que requer ajuda profissional para ser controlada.
Como se nota, tristeza e depressão não são sinónimos. Por mais que o sentimento de tristeza seja penoso, é necessário para a superação das dificuldades. O mesmo não se pode dizer da depressão que, caso não seja tratada, pode comprometer toda a saúde física e mental.