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terça-feira, 31 de maio de 2011

Encontre o seu Pinóquio

Muita gente já deve ter ouvido falar do Grilo Falante, da história do Pinóquio? Não sei se acreditam, mas existem muitos em nossa vida:essa consciência externa que nos da toques e nos ajuda muitas vezes a colocar o pensamento em ordem.
Acredito que depois de que lerem isso vão acaba lembrando-se de muitos Grilos Falantes. Por exemplo, aquele amigo, parente, professor, que estava em seu ouvido falando a coisa certa no momento certo, apesar de nem sempre você ouvir esta sua consciência externa, e acabar fazendo diferente do que ela aconselha e metendo a cara no muro, mas nem sempre aprendemos algo sem dor, às vezes será necessário sentir na pele para poder ter o conhecimento real do problema, não é agradável, mas nem sempre o mundo é tranqüilo e maravilhoso, como muitos acham.
Engraçado que muitas vezes nem percebemos que agimos justamente como o Grilo da história do Pinóquio, temos pessoas que gostamos e nos preocupamos muito, tentamos mostrar os caminhos, muitas vezes falando de nossa própria historia e vivência tentando dar uma direção, só que nem sempre somos ouvidos, sabemos que aquilo vai dar errado, já passamos por isso, mas nem sempre conseguimos ser que aceitem isso como verdade.
Porem o mais importante nisso tudo é a percepção que todos podemos ter o nosso Pinóquio, e só termos um pouco mais de boa vontade, respeito e preocupação com o próximo, procurando sem interferir na historia pessoal de cada um, tentar fazer com que o outro analise e perceba suas atitudes e comportamentos e encontre o melhor caminho.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Precisamos de metas realistas


Já algum tempo um amigo reclamava de sua falta de sorte. Não conseguia levar adiante nenhum de seus planos, simplesmente paravam ou não seguiam do jeito que queria. Estava ficando desestimulado, triste cansado de recomeçar projetos e não conseguir levar nenhum ate onde queria. Simplesmente as coisas não davam certo, apesar estudar muito não conseguia fazer os cursos que queria. Tinha uma vida familiar tranqüila, mas não conseguia encontrar uma pessoa que realmente gostasse dele, não somente pelo que aparentava por fora, realmente era bonito, mas entendesse seus sentimentos e suas necessidades, algo meio difícil hoje em dia.

Ele era uma pessoa inteligente, obstinada, esforçada, corria atrás daquilo que queria então o que pode estar acontecendo? Já que não era um problema de falta de capacidade ou esforço em buscar o que queria? 

Se formos olhar a forma como ele colocava as coisas na vida veremos, que falta um pouco de objetividade quando ele estabeleceu suas metas. Infielmente temos que ser realistas, não da para se fazer tudo no momento que queremos, temos que ir adequado metas com a vida real, nem sempre nossos desejos se realizaram exatamente como planejamos, mas isso não deve ser motivo para que os deixemos de lado, devem ser encarado como uma meta maior para mostramos, ate para nos mesmos, que temos competência para conseguir aquilo que queremos. Somente adiamos um pouco se realmente temos aquilo como objetivo concreto.

Somos ansiosos com nossos objetivos de vida. Só esquecemos de que acidentes de percurso acontecem, temos que estar preparados, pois nada é perfeito, erros ocorrem, e temos que buscar os meios para superá-los e voltarmos ao caminho que estávamos.
O tempo de acontecer nem sempre esta na mesma sintonia do tempo de viver.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ás vezes vale a pena ser ridículo

A gente convive com muita gente, durante nossa vida, mas sempre existe alguem que no deixa com saudades quando ficamos sem a sua presença por algum tempo. Mudamos, crescemos, mas sempre encontramos alguém, que preenche quem sabe algum vazio em nosso interior, e tem aquele detalhe que nos falta, muitas vezes nem percebemos isso, ou percebemos e nada falamos.

Pode ate ser carência não sei, ou apenas que aquela pessoa nos mostra coisas boas, bons pensamentos, trás alegria, boa conversa, amizade, carinho, e nos deixa feliz por estar em nosso caminho, em nossa vida melhor dizendo.

Engraçado, que na maioria das vezes não falamos, mas com tempo aprendemos que é bom poder dizer a alguém que ela torna nossas dificuldades pequenas porque temos a possibilidade de poder ter sua companhia por algum tempo. Independente de quem seja ou o tipo de relacionamento que exista. 

Por varias vezes viveremos isso, quem não teve aquele grupo na época do colégio, em que tudo corria bem você se divertia, sem brigas e confusões, às vezes fazendo algumas loucuras, mas nada comprado com o que vemos hoje em dia. Mas o tempo passa e você se lembra de coisas que deveria ter falado, mas não o fez.

Uma das poucas vantagens de se ter um pouco mais de idade e poder falar certas coisas sem se preocupar com criticas ou avaliações que em outras épocas seriam desagradáveis. É quando você percebe que o melhor julgamento e o sua próprio e não a dos outros.

Então se acharem que esta sendo exagerado, ridículo, por certos comportamentos problema de quem acha isso, use sua consciência como guia. Não perca mais tempo, com avaliações de comportamentos, às vezes vale a pena ser ridículo se for por um bom motivo.

Diga então as pessoas que sente falta delas, que gosta delas, que as ama, expressar seus sentimentos é muito importante e saudável. Estar com pessoas que você gosta então, lhe trás bem estar, diminui seus problemas e ansiedades, pois pode compartilhar um pouco com quem é importante em sua vida, independente de quem seja e do lugar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.”

Ter raiva atualmente já se tornou quase uma rotina, esteja ela bem escondida dentro de nos ou expressa às vezes ate de forma violenta. Geralmente isto nos incomoda e provoca culpa. 
Na vida agitada e complicada que vivemos com situações de estresse alto, não são raros os momentos que a raiva surge, muitos tentam suprimi-la escondendo-a por trás de sorrisos complacentes, alimentando-se rapidamente, jogando ou amassando objetos, praticando alguma espécie de esporte ou mesmo tornando-se pessoas ríspidas, fechadas ou irônicas.

Quando tentamos conter a raiva, esta vai se acumulando e se tornando cada vez mais poderosa. Por isso, bastará apenas um pequeno motivo, inclusive o mais tolo, para que ela seja totalmente liberada. É aí que a pessoa, até então tão controlada, aparecerá totalmente modificada, transtornada, fazendo coisas inacreditáveis.

Mesmo assim, a raiva é algo tão natural que melhor que tentar escondê-la é deixa-la fluir, nosso esforço não deve ser em conter a raiva. Devemos deixar que ela se expresse, e que vá embora naturalmente. O que mais gera raiva dentro de nós é o nosso sentimento de impotência quando não podemos controlar tudo.

Por isso, quando sentir raiva, tente saber o que esta tentando controlar! Aceite que não pode controlar tudo, existem muitas outras formas de se resolver um problema, então relaxe e procure o melhor meio.

Não negue a raiva;
Veja se vale a pena se aborrecer por um pequeno problema;
Canalize a raiva para algo positivo;
A culpa da raiva que sente é sua então não culpe ninguém por isso;
Não tema a raiva, não a esconda. Liberte-a!

O sentimento frequente de raiva é tão ruim para o organismo,que pode causar de distúrbios no aparelho digestivo a problemas cardíacos, sem dizer que pode ser considerado um desequilíbrio psicológico.

sábado, 21 de maio de 2011

Conversas sem esquina

Uma coisa de ruim a tecnologia trouxe, cada dia conversamos menos com as pessoas, não por msn , Skype, faceboock, mas pessoalmente. Houve época em que se ficava horas sentado falando de tudo, aprendendo transmitindo conhecimento, falando besteiras, coisa serias e por ai vai.
Hoje cada um fica em seu mundinho, com medo muitas vezes de arriscar conhecer alguém com que há muito tempo conversa pelo computador. Ou pior se tenta conhecer aqueles papos maravilhosos que existiam via eletrônica não se consegue pessoalmente. 

O maravilhoso é aquele mundinho tosco, egoísta e pretensamente seguro que muita gente vive, sem nenhuma possibilidade de se arriscar e machucar, mas também sem possibilidade de viver realmente.

Coisa triste! Com estamos ficando cada dia mais medrosos em arriscar algo que envolva sentimento. Percebe-se em muitas áreas que os valores que ate algum tempo sempre foram louvados e incentivados, hoje são vistos como estranhos, perigosos, quase uma visão extraterrestre. 

E mais fácil se mandar um sms ou um e-mail com grandes analise e explicações lógicas, com centenas de justificativas e avaliações, que dizer poxa você é ótimo gosto muito você! O medo de sentir conduz nossas vidas a uma existência em que, acabamos utilizando nossos valores como algo que pode ser negociado de acordo com os interesses colocados na mesa. Ate o excesso de sentimentalismo que às vezes vemos, faz parte de algum plano eficiente elaborado para se conseguir alguma coisa em troca, tudo se barganha.

O falar em publico já foi um dom, que entretinha, iludia, levava ao êxtase ou apenas a tranquilidade. Hoje cada dia falamos menos cara a cara com nosso interlocutores, cada vez, mas com figuras quem nem sabemos se existem realmente, ou fantasiamos sua existência. 

Mas sinto falta mesmo de uma mesa com amigos ou ate pessoas entranhas quem sabe, onde podemos conviver conhecer, conversar, discutir... com alguém que esta a um toque de nossas mãos.

Consciência e manipulação

O quer é ser conscientizado? Muitas vezes e apenas ser alguém manipulado sem ter percepção disso!
Sofremos um processo de manipulação diário, maximizado e completo, por todos os lados, do meio científico a família. A definição de manipulação que se pode encontrar nos dicionários já mostra o que todos sofremos: é à arte de combinar ou manejar elementos para obter um resultado especial, distinto do que se podia esperar deles abandonados a si mesmos. Manipulam-nos de acordo com o que querem nos modelar e nem percebemos, muitas vezes independente daquilo que acreditamos realmente. 

O conceito de manipulação abarca praticamente todo o conjunto de técnicas de influência social, sem uso de força bruta, sem nos permitir reconhecer uma diferença específica entre os conceitos apontados.

Como se diz por aí, toda história tem três versões: a minha, a sua e a verdadeira. A única que interessa é a verdadeira. Aliás, é a única que existe. As outras não são fatos e muitas vezes é o que querem que acreditemos como verdade. A verdade é se evidencia por si: é objetiva, clara e concreta. Portanto, não precisa de nenhum intérprete, de nenhum interlocutor, é seu próprio veículo, é baseada em fatos, não tem dono, nem interprete, nem é imutável. Toda verdade pode ser modificada de acordo com o conhecimento adquirido e a clareza do pensamento. A verdade está disponível para qualquer pessoa. Enxergá-la ou não é uma escolha pessoal, muito se negam a ver para não ver seu valores e convicções questionadas. A sociedade cria muitas vezes suas “verdades” para que não se altere o status manipulador que possui. 

O conhecimento da verdade não é de maneira nenhuma suficiente para mudar a realidade. O que muda a realidade são atitudes que alguém toma a partir do momento em que conhece a verdade. Mesmo depois de conhecer a verdade, posso querer continuar na mesma vida de sempre, insistindo em crenças e práticas que dão sustentação à vida miserável que eu estou levando. Uma coisa é conhecer a verdade, outra é aceitar a verdade e outra ainda é tomar providências práticas para realmente mudar.

Manipulação não significa uma simples influência ou exercício de poder como tal, mas uma forma toda especifica irracional de exercer a influência e o poder. É o exercício do poder sem legitimação, sem autoridade. A manipulação descarta tudo o que é raciocínio crítico do interessado. O homem não percebe o ataque como não percebe uma combinação química. Os estímulos da manipulação são percebidos de forma inconsciente; por meio dum arranjo feito habilmente, as vezes ate lógico e com base em fatos da realidade, alterando-se o que se interessa não mostrar, e permanecem ocultos à consciência. Criam assim uma falsa consciência, e, a partir dela, a vítima das práticas da manipulação crê falsamente que tomou uma decisão racional. Aproveitando-se da forma irresponsável de uma disposição fundamental do homem, de sua natureza social, paralisando assim sua capacidade de objetivação e de distanciamento, sua liberdade, a manipulação deve ser considerada de fato como a mais desumana que todas as outras formas de violência ou de opressão. 

A manipulação aparece nas manifestações da vida social precisamente porque a estrutura social atual tem uma configuração manipuladora. É justamente esta estrutura social que desencadeia todo o processo manipulador, cria mantém e incentiva as figuras dos manipuladores e manipulados em todas as áreas. Com toda revolução tecnológica de hoje em dia, infelizmente grande parte deste poder encontrasse em determinados grupos, ai esta o perigo não a tecnologia em si, mas o uso que se fará dela, como sempre os fins justificando os meios, manipular para poder manter seu poder e sua riqueza.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Viver mil noites em uma!

Complicamos tanto a vida com pequenas e insignificantes disputas, vivemos tantas e tantas contradições que não percebemos muitas vezes com somos mesquinhos e maldosos tantas vezes. Não paramos para analisar a maioria de nossos comportamentos e sentimentos, vivenciamos muitas vezes o inútil e volátil, sem olharmos para perspectivas melhores. Tudo em função do mais fácil e rápido que na maioria das vezes nem tão prazeroso é. Prazer que muitas vezes somente vem, após passar todo o burburinho e estamos a sós com nossa consciência sem a necessidade de justificar para outros sensações que não gostamos de viver, mas que inconscientemente aceitamos e  embarcamos nesta nau de insensatos  em busca de não se sabe o que, não se sabe onde.

É Difícil de perceber, de entender como se entra neste labirinto de coisas sem sentidos e pensamentos ínfimos, quando vemos estamos no meio, levados por necessidades incoerentes, às vezes pela companhia ou atrás de um sorriso! Que muitas vezes e tão falso como o nosso naquele momento.

Isto não é viver é apenas deixar o tempo escorrer pelo esgoto, sem construir nada de real ou que traga sentimentos que valham a pena serem experimentados ou compartilhados.

Mas o que fazer? Ou melhor, o que deixar de fazer! Apenas viver sem se deixar iludir pelo fácil, o fútil, o rápido e aquilo que vem em excesso. Como sempre  o meio termo é a melhor opção. É aquela que lhe permite analisar a vida e conseguir agir de acordo com seus pensamentos e não ser levado pela multidão em desespero atrás de viver mil noites em uma.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Ser coerente ou ser congruente?

Ser coerente ou ser congruente? Parece à mesma coisa a principio ou até algo complementar, se olharmos os significados das palavras veremos: coerência - ligação, conexão, de um conjunto de ideias ou de fatos, formando um todo lógico e congruência - acordo, conveniência.

Para Rogers, se existem coerência e congruência entre a maneira como nos vemos, e os anseios do que desejamos ser, teremos um desenvolvimento e equilíbrio integrado. A necessidade de unidade e coerência é, em Rogers, um motivo que pode conflitar com o bem-estar e o desenvolvimento. A congruência corresponde à assimilação da experiência pelo eu, implicando uma mudança e reorganização nos conteúdos das ideias que temos de nos mesmos. A incongruência aumenta a ansiedade e predispõe para a resistência às experiências discrepantes com o nosso próprio conceito.

Podemos então dizer que Congruência é a adequação entre o que se diz e o que a pessoa faz. Você pode ate ser congruente quando é coerente. Mas nem sempre precisa ser completamente coerente para ser congruente.

Coerência é uma coisa complicada. Significa que você está numa só direção e com um só objetivo. Que nunca sai do trilho, que nunca pensa, fala, age de forma desadequada, que tem todas as certezas, e não comete erros. Aquilo que falado e cumprido. Parece ser algo bem rígido se for visto apenas no seu lado superficial.

Mudanças de opinião em seu trajeto são viáveis, é a forma que usamos para aprender e modificar aquilo que não achamos corretos. Precisamos de uma unidade (coerência), mas a adequação entre nossos processos internos (congruência), quanto maior for esta adequação melhor no sentiremos.

O que faz de você coerente e congruente é a tua adequação com o teu projeto de vida. Sem congruência você se ilude pelo caminho. Você quer progredir, mas não está disposto a pagar o preço deste progresso. Se os teus pensamentos, palavras e ações te orientarem na direção da tua missão, não importa quantas vezes muda de opinião, porque essas mudanças somente refletem alterações muito mais profundas com as quais você tem de se adequar.

Ninguém pode crescer baseado numa mentira. Podes enganar muitas pessoas durante pouco tempo, ou poucas pessoas durante muito tempo, mas nunca conseguirá enganar toda a gente o tempo todo. Mais importante que tudo: nunca ira enganar a você mesmo.

Adoro esta palavra difícil: congruência. Para mim significa ser autentico.

terça-feira, 17 de maio de 2011

A CAIXA DE PANDORA E O PONTO DE INTERSEÇÃO - Márcia Gribel

Este texto foi enviado por uma amiga, muito bom por sinal! Caso queiram fazer o mesmo enviem seus texto, posto com prazer, obrigado Márcia pelo ótimo texto, tomara que mais gente contribua, umas das coisas que eu queria era exatamente isso.


Quantas vezes olhamos para o outro por detrás das lentes de nossos óculos e munidos de nossa régua tão somente. E o que conseguimos ver é a imagem do que estas lentes nos permitem e a medida apontada por nossa régua, nada além... O outro aí é aquele como idealizamos, alguém que existe desde o dia em que o conhecemos.
Mas o outro seria só isso? E o que traz consigo ao longo de toda uma vida, seus medos, traumas, dores, pontos de conflito, limites...?
Vida vai, vida vem, aí chega um dia que a Caixa de Pandora de cada um é aberta; muitas vezes descuidadamente. E um acaba tocando na dor, no limite, no trauma, no sagrado do outro.
Nesse momento, estejamos de cada lado for da moeda, parece que nosso instinto animal de sobrevivência, enfim, grita. E o grito ecoa, devasta, destrói. E, por ser irracional, nada ouve, nada vê, nada pondera. É questão de vida ou morte. Como é mais fácil tentarmos destruir quem ousou tocar no sagrado (ou profano), tampamos rapidamente a tal Caixa de Pandora e partimos para cima do outro como bichos furiosos. Não conseguimos verbalizar nossa dor, nosso limite. E tá doendo pra cara...
Ainda que tenhamos falado, não conseguimos atingir o objetivo da comunicação. Porque se o outro não entendeu, a comunicação não funcionou. A não ser que ele tenha um viés cruel, sádico, que o mova voluntariamente em direção ao que nos causa dor. Aí já é outra história... O problema é que sempre pensamos que o outro entende tudo, vê tudo, sente tudo, sob a nossa lente, nossa régua, nossa forma de sentir. Esquecemos de que o outro é, simplesmente, o outro...
A medida, o limite, a dor...é claro que cada qual sabe do seu. Mas, quando amamos, precisamos sim, amorosa e pacientemente, mostrar ao outro o que há em nossa Caixa de Pandora. Mais do que isso: alertá-lo do que possa ocorrer caso a caixa seja aberta inadvertidamente. E, como fazemos com crianças pequenas (e o que somos no aprendizado do amor se não crianças pequenas?), repetir o que pode e o que não pode até a criança compreender. Decorar não adianta...é preciso compreender.
Afinal, amar é crescer. E crescer dói. Amar exige boa vontade, tolerância, paciência, compaixão e um olhar mais amplo para o mundo. Mundo este que não se limita a nós (com nossas dores, traumas, limites etc) Mundo que engloba mais um (com toda a bagagem que traz consigo, de dores, medos, limites, traumas etc) e, além disso, há de se reservar o espaço para os pactos construídos a dois.
Quando o amor é maior, o ponto de conflito se transforma no ponto de interseção. O ponto onde exatamente se dá o encontro. O encontro verdadeiro de duas pessoas dispostas ao aprendizado do amor, o que inclui, muitas vezes, a dor da desconstrução, um novo olhar para a vida.

Márcia Gribel

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Gostar ou não do que se faz?

Muito já se falou sobre a importância de se fazer o que gosta, às vezes infelizmente isso não e possível, mas podemos pelo menos fazer da forma mais agradável possível, quando as condições o permitem.
Sempre que estamos fazendo algo, temos que avaliar a sua importância, principalmente quando é algo importante na vida. Voce podera pensar: então teremos de fazer algo que odiamos, condenados a uma vida chata e opressiva? A saída para esse dilema é aprender a gostar do que você faz. E isso é mais fácil do que se pensa. Basta fazer com esmero, bem feito. Curta o prazer da excelência, o prazer estético da qualidade e da perfeição.

Aliás, isso não é um conselho simplesmente profissional, é um conselho de vida. Se algo vale a pena ser feito na vida, vale a pena ser bem feito. Tenha isso como meta!

Aprendendo a gostar do que faz a pessoa começa a deixar de lado as eternas tensões de lutar contra o que faz. Ela aprende a enxergar o lado positivo. Pessoas que vivem na busca incessante de fazer o que gostam não se permitem enxergar o lado positivo do que estão fazendo no momento, das coisas que possuem e até dos amigos com quem convivem.  E essa busca, muitas vezes, dura uma vida toda de insatisfação e não realização.

É preciso aprender a gostar do que faz isso não quer dizer se acomodar, mas num certo momento da vida é preciso gostar do que faz e buscar a felicidade na madura dedicação e comprometimento ao que se está fazendo. É preciso dominar a vontade e a parte imatura de nosso ser que busca fugir das responsabilidades.

Mas, é preciso reconhecer, sem fantasias, que a vida, na prática, mostra que pessoas que aprenderam a gostar do que fazem acabaram descobrindo a felicidade e o sucesso de forma igualmente gratificante. Elas aprenderam a gostar daquilo o que fazem e não desperdiçam a vida esperando o que gostam para fazer.