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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Rejeição e medo

A rejeição é bastante poderosa. Deixamos de fazer muitas coisas pelo simples medo de ser rejeitado, até por pessoas que não têm nenhuma ligação emocional conosco. Isso você pode ver no dia-a-dia. Pessoas que têm dificuldades de pedir informação, de chamar alguém pra dançar, de vender algo. Racionalmente, não seria nada de mais, o pior que pode ocorrer é se ouvir um não. Mas emocionalmente não é tão simples.
A rejeição costuma deixar marcas na auto-estima. Ainda mais quando a pessoa é rejeitada na infância. Nesse caso, as marcas podem ser bastante profundas e influenciar o comportamento pelo resto da vida, caso a pessoa não perceba e nem trate o sentimento.
Na vida adulta, a rejeição ocorre também de outras maneiras: casamentos desfeitos, namoros rompidos unilateralmente, perda de emprego ou cargo, humilhações e tratamentos diferenciados no trabalho, amizades desfeitas...
Mas porque é que dói tanto ser rejeitado? O que acontece quando alguém é rejeitado, ou se sente rejeitado por alguma atitude de uma terceira pessoa, é o surgimento de um sentimento de menos valia. A pessoa rejeitada, no fundo, acaba sentindo que tem algo de errado em si mesma.
Esse sentimento da pessoa rejeitada de que parece que tem algo de errado com ela, na maioria das vezes não é bem percebido. Essa é a causa maior da dor: achar que e a rejeição ocorreu por que há um "defeito" na pessoa e isso que a levou a ser descartada, desprezada, abandonada, rejeitada. A pessoa busca a explicação, não encontra, e, inconscientemente, é levado sentir que tem algo de errado nela que levou a outra pessoa a rejeitá-la. A pessoa fica se perguntando o porque daquilo, não entende, e, no final das contas, fica implícito: "tem algo de errado comigo, não sou bom o suficiente".
Imagine carregar esse sentimento desde a infância: "eu não tenho valor, tem algo de errado comigo, eu devo merecer isso mesmo..." Isso vai gerar outros sentimentos como a culpa por exemplo. Se sentir culpado por não ser uma pessoa boa o suficiente, por não corresponder as expectativas da vida.
Gera também uma necessidade constante de aprovação. A pessoa se esforça, tenta agradar, continua sem o reconhecimento, tenta novamente agradar, e vira um circulo vicioso: tentar agradar a todo custo, não ser reconhecido, se sentir rejeitado por isso, e novamente agradar. Vira uma busca eterna pela aprovação.
Outra conseqüência da rejeição é a raiva e a mágoa. Como a atitude de rejeição faz a pessoa se sentir menos, e isso é bastante doloroso, é natural se defender ficando com raiva do outro ou de si próprio.
Não somos menores que ninguém, somos o que somos: únicos, amados e capazes de amar. Somos seres de superação, seres que têm um imenso céu para brilhar, e que, em virtude disso, não precisamos apagar estrela alguma para que nossa luz se faça real. Somos cada qual, com suas belezas e ausências, um universo onde a felicidade é sempre uma possibilidade real.
Na medida em que formos assumindo nossa verdade e encarando de "cabeça erguida" nossa história e aquilo que somos, mais conseguiremos conquistar o território que somos nós, sem nos compararmos nem nos julgarmos inferiores a ninguém. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Complicamos tanto a vida com pequenas e insignificantes disputas, vivemos tantas e tantas contradições que não percebemos muitas vezes com somos mesquinhos e maldosos tantas vezes. Não paramos para analisar a maioria de nossos comportamentos, vivenciamos muitas vezes o inútil e volátil, sem olharmos para perspectivas melhores. Tudo em função do mais fácil, rápido que não maioria das vezes nem prazeroso é. Prazer que muitas vezes somente vem, após passar todo o burburinho e estamos a sós com nossa consciência sem necessidade de justificar para outros, sensações que nem gostaríamos de viver, mas que inconscientemente embarcamos nesta nau se insensatos e em busca de não se sabe o que, não se sabe onde.
Difícil de perceber, de entender como se entra neste labirinto de coisa sem sentidos e pensamentos ínfimos, quando vemos estamos no meio, levados por necessidade às vezes de companhia ou como já me disseram uma vez atrás de um sorriso! Que muitas vezes e tão falso como o nosso naquele momento.
Isto não é viver é apenas deixar o tempo escorrer pelo esgoto, sem construir nada de real ou que traga sentimentos que valham a pena ser experimentado ou repartido.
Mas o que fazer? Ou melhor, o que deixar de fazer! Apenas viver sem se deixar iludir pelo fácil, o fútil, o rápido e aquilo que vem em excesso. Como sempre um meio termo é a melhor opção. É aquela que lhe permite analisar a vida e conseguir agir de acordo com seus pensamentos e não ser levado pela multidão.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Por que ser feliz ou não?

O que deixa sua vida feliz?
A felicidade é sempre um tema constante de nossas vidas e, muitas vezes, questionamos por que não somos felizes. Ou, então, porque o somos. Preocupação de todos os felicidade, no meu entender, é feita de pequenas coisas, de pequenos gestos. Somados, estes pequenos gestos e as pequenas coisas, nos trazem felicidade, mudam nosso dia, faz com que fiquemos melhores, trabalhemos melhores e vivamos melhores.
Um sorriso, um aceno, um afago, a gentileza de alguém, o bom atendimento em outro lugar, a surpresa de algo que não esperava tudo contribui, ou pode contribuir, para que mudemos o nosso humor e, se não de forma permanente, pelo menos naquele momento, cheguemos à felicidade.

Como encontrar a felicidade?
Todo mundo quer ser feliz, mas existe grande divergência sobre quais são os meios de obter felicidade. Somos humanos, as experiências de frustração, perda, doença e morte fazem parte da vida. Ao nos despedirmos dos ideais impossíveis, abrimos as portas para momentos genuínos de felicidade. Eles podem assumir inúmeras formas , desde um espetáculo da natureza ou um beijo apaixonado até o nascimento de um filho ou de um neto, passando pelas conquistas do dia-a-dia, que trazem aquela sensação de que a vida vale a pena. Mesmo se a gente não passa o tempo todo nas nuvens tocando harpa.

Porque repetir comportamentos que trazem infelicidade?
A consciência de estar preso em um círculo vicioso é o primeiro passo para rompê-lo. O problema é que, na maioria das vezes, repetimos atos danosos sem perceber, atribuindo nossos fracassos a causas externas. O que pode ocorrer por muitos motivos, um deles é que nem sempre concordamos com aquilo que queremos, e por isso nos boicotamos. A ignorância a respeito de como funciona nosso mundo imaginário chega a provocar equívocos graves. Um exemplo trágico é a anorexia: a mulher imagina que, para ser desejada e amada, precisa ser esquelética. Mesmo correndo risco de vida, não consegue mudar. Se dependesse apenas de esforço e bom senso, seria mais fácil. Simplesmente abandonaríamos o que nos faz mal, seja o cigarro ou uma paixão complicada, e buscaríamos o bem. Porém, nem sempre conseguimos. Batemos na mesma tecla por motivos que ignoramos, gerando dor e culpa e assim realimenta-se a roda. Se você se identifica com essa pergunta, significa que já está num grau mais elevado de autoconhecimento. Chegou ao nó da questão, resta descobrir como desatá-lo.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Devemos ser bons, mas não ingênuos


No mundo encontramos de tudo, até pessoas boas! Mas elas não são, necessariamente, a maioria em nosso caminho. Mantenha os olhos abertos, especialmente para a possibilidade de pessoas opressoras e manipuladoras, sobre a sua vida.
Desconfie das pessoas que desconfiam excessivamente de você. Salvo terem passado por traumas muito profundos, elas costumam ter algo sério a esconder. Essas pessoas que cerceiam a sua liberdade, controlando seus passos e querendo decidir quem deve e quem não deve ter contato com você, no mínimo estão empobrecendo sua vida, no pior dos casos estão começando a destruí-la.
Pessoas que maneira deliberada, minam a sua auto-estima, julgando-o em demasia, apontando enfaticamente todas as suas menores falhas e agigantando os seus defeitos em toda e qualquer ocasião estão conscientes que, ao enfraquecerem a sua auto-imagem ampliam o domínio que possuem sobre a pessoa. Essas pessoas querem fazer você acreditar que ninguém mais no mundo, a não ser elas mesmas, iria querer ou suportar você. Muito cuidado para não acreditar nisso!
No trabalho, chefes que utilizam o seu poder para humilhar seus funcionários, rebaixando-os, criticando-os de maneira maldosa e não reconhecendo suas qualidades e acertos, seguem o mesmo raciocínio. A melhor maneira de impedir que você cresça, é fazer você mesmo desistir, acreditando que não pode crescer.
Em ambos os casos essas pessoas manipuladoras estão utilizando de persuasão para fazer com que você se sinta um lixo. Quanto menor você se sentir, maior parecerá o seu opressor. A força do opressor está no medo do oprimido!
Essas pessoas querem fazer você sentir medo de tentar coisas novas, medo de mudar de relacionamento, de emprego. Elas sabem, mesmo que instintivamente, que quanto maior for o seu medo, maior será o poder delas sobre você. Esse tipo de pessoa não perderá uma só chance em investir na sua desvalorização e nos seus medos.
Não conheço opressores de bom caráter, até conheço manipuladores bem intencionados, mas ignorantes. Ninguém possui o direito de manipular e oprimir outro ser, isto é uma cruel forma de violência.
Não devemos ser ingênuos, devemos procurar a bondade e a justiça com olhos abertos, senso crítico alerta e auto-estima em dia.
O amor não permite algemas, a boa intenção não insulta e, quem quer o seu bem não te impede de crescer. Quando isso acontece, algo está muito errado.
Não seja ingênuo! Ninguém, a não ser você mesmo, pode negar o seu valor. Não seja opressor de si mesmo. Seu valor é incontestável e único, por isso não pode ser comparado com o valor de outras pessoas. Quem escreve não possui mais valor do que quem lê quem ensina não possui mais valor que quem aprende, apenas possuem valores diferentes. Não haveria escritores se não houvesse leitores, não haveria professores se não houvesse alunos, portanto o valor de uns, depende nitidamente do valor dos outros.
Não acredite em quem não acredita em você, não seja ingênuo, procure ser bom e justo, começando por você mesmo!

A felicidade não esta fora de nós!


"Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem, sempre e simultaneamente como fim e nunca apenas como meio."  Kant

A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém. Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã. Toda felicidade é construída por emoções secretas. Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só se permitirmos.

Eu só dependo de mim, pra ser feliz. Cada um depende de si. A vida vai ensinando que precisamos amar a nós mesmos e que somente a gente é responsável pela nossa felicidade. Ninguém pode responsabilizar o outro, pela sua felicidade. É um fardo pesado, além de ser algo cruel, já que nós temos o mesmo potencial, porém cada um cuida da sua própria vida, busca as suas realizações. Se pudermos compartilhar algo com alguém especial, ótimo. Se não, não seremos infelizes ou incompletos, por causa disso.

Através da aprendizagem o homem passa de ser totalmente incompetente e absolutamente dependente ao nascer para  um ser humano adulto competente para viver , não uma vida qualquer, que represente apenas a sua sobrevivência, mas a vida que ele, autonomamente, escolhe para si próprio ao definir seu projeto de vida.

Há uma diferença importante entre felicidade e contentamento e entre felicidade e prazer. A felicidade é a realização de um projeto de vida. Feliz é o indivíduo que consegue viver a vida que escolheu para si próprio. Esse é um estado razoavelmente permanente, que pode muito bem conviver, momentaneamente, com situações em que a pessoa não está contente nem está sentindo prazer, no sentido sensorial do termo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Envelhecer da medo?

A velhice é inexorável. Não adianta fugir ou fechar os olhos, diante do espelho ou do processo de envelhecimento. Encarar a meia-idade, como um tempo de passagem, como foi a adolescência, é a melhor saída. É fundamental buscar uma melhor qualidade de vida, para tirar um bom proveito da maturidade.

Há muito tempo que se ouve falar de pessoas que não lidam bem com a passagem dos anos e/ou com a entrada numa fase do ciclo de vida mais próxima da morte. De um modo geral, e apesar de a esperança média de vida ser cada vez maior, não é só o medo da morte que nos angustia. Estamos genericamente cada vez mais preocupados com o envelhecimento e os seus danos, no entanto, há pessoas que se destacam pela angústia e ansiedade com que gerem estas alterações.Ao contrário do que superficialmente se possa considerar, esta não é uma perturbação que possa atingir qualquer pessoa, já que depende claramente da forma como cada um amadurece.

Mas o medo de envelhecer está longe de se circunscrever à estética,  a angústia é generalizável à perda de competências intelectuais e capacidades físicas em geral. E se há pessoas capazes de gastar verdadeiras fortunas em produtos sem os quais “não podem viver”, a prática exagerada de exercício físico etc.

Outro padrão comum a estas pessoas é o relacionamento amoroso com pessoas mais jovens. De algum modo, a capacidade para conquistar alguém significativamente mais novo confere-lhes a sensação de poder e de valorização. Para alguns essa necessidade vem acompanhada de comportamentos típicos de um adolescente.

A idade traz inevitavelmente algumas perdas do ponto de vista da imagem, mas também ao nível social, relacional, intelectual e de poder. Prepararmo-nos para as diferentes fases do ciclo de vida implica encontrar atividades e objetivos a perseguir de modo a que nos sintamos preenchidos, em vez de tremendamente ansiosos. As pessoas que encaram a velhice como uma parte do processo não a evitam. Tendem a sobrepor os aspectos positivos desta etapa aos mais negativos. A espiritualidade, a transmissão de conhecimentos e de experiências às gerações mais novas ou a possibilidade de se gerir o tempo de forma mais tranquila são elementos positivos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Viva simples, mas viva Intensamente


A tarefa do ser humano é viver intensamente. Esta intensidade é importante, para que consiga ser livre das máscaras que não permitem que vejamos quem realmente somos.

É muito mais fácil viver intensamente quando se tem uma vida simples, porém não confunda uma vida simples com uma vida simplória e superficial.

Uma vida simples acontece quando damos profundidade, coerência e autenticidade em nossas ações, pensamentos, sentimentos e sensações.

Quando o ser humano caminha na superficialidade ele acaba prisioneiro dos seus desejos, das suas imaturidades e da cultura que o envolve. Basicamente, ele reage aos estímulos de forma automática, sem perceber o essencial da situação o que é negativo. O resultado é a insatisfação.
Quantas pessoas você conhece que considera a vida corrida? Ou dizem que o tempo está passando rápido? Estas sensações são sintomas de vida superficial. A mente reagindo apenas aos estímulos, não permite que a pessoa esteja plenamente presente. A superficialidade e os múltiplos desejos tornam a vida das pessoas complexas. E o culto do ego torna as pessoas cada vez mais dependentes do que é exterior. Nesta forma de vida dificilmente conseguimos viver intensamente, com coerência e autenticidade. 

Viver bem, com qualidade e prazer é o melhor investimento que qualquer pessoa pode fazer para o seu futuro. E o que é mais interessante: a qualidade de vida está muito associada ao ato de viver uma vida menos estressante.
Para isso primeiro diminua o ritmo de sua rotina. Acredite: 80% das coisas pelas quais você corre tanto estarão esperando por você amanhã, novamente. Então, priorize-se na complicada equação da vida, porque você é mais importante do que tudo o mais. Mas, mesmo nesses momentos, cerque-se de pequenos confortos que o ajudem a, fisicamente, encarar as suas jornadas. Outra coisa muito importante para a sua saúde é cercar-se de pessoas positivas, verdadeiramente amigas e que valorizem as coisas boas da vida.

“O mesmo hábito, que valoriza os bens e subestima as coisas do espírito, coloca o relacionamento humano e o respeito ao próximo em segundo plano. Por priorizar a busca por riqueza e poder, mantém a sombra da guerra a pairar sobre nossas cabeças, extingue os recursos do planeta, condena à morte animais e plantas, degrada o meio ambiente e faz a poluição progredir em escala geométrica.” 

sábado, 21 de janeiro de 2012

O que é melhor para nós

Quem disse que temos que nascer já sabendo o que é melhor para nós? Priorizarmos nossas escolhas de vida é sinônimo de compromisso. E compromisso, é provavelmente o comportamento mais importante de todos. Se não procuramos estar compromissado com nossas escolhas nada se realizará. Infelizmente nos dias em que vivemos, e diante de tantos exemplos de corrupção e falta de ética, compromisso não é uma palavra das mais populares.

O compromisso verdadeiro significa crescimento e aperfeiçoamento contínuo. Uma pessoa compromissada dedica-se ao crescimento e aperfeiçoamento do seu conhecimento, da habilidade e suas atitudes, com esforço constante para aperfeiçoar seus talentos. O empenho em crescer e nos tornarmos o melhor que pudermos é uma obrigação nossa, é um compromisso que devemos ter com nossa vida.
E compromisso requer paixão e respeito pelo que queremos realizar, assim como também muita clareza para as escolhas que fazemos na vida.

Buscarmos novos comportamentos para termos sucesso na vida requer que nos coloquemos a serviço de nós mesmos e dos outros. Precisamos aprender também o dom do sacrifício. Sacrificar os desejos que não nos leva a realização das metas firmadas e a preguiça de mudarmos alguns comportamentos que não contribuem com o crescimento, é fundamental para um compromisso sério com a vida. Temos até que sacrificar o desejo de esganar certas pessoas que funcionam como pedras no meio do caminho. A questão é que muitas vezes temos que nos sacrificar para aceitar certas situações e pessoas, principalmente aquelas que não admiramos, em nome do compromisso que temos com a qualidade e sucesso de nossa vida. Mas aceitação não significa compactuar com aquilo que não queremos. Significa apenas parar de brigar e buscar novas estratégias onde a inteligência emocional será a mestra a nos guiar. E inteligência Emocional é a capacidade de manipularmos nossas emoções de forma que elas trabalhem a nosso favor e nos levem mais perto de nossos objetivos.

Pense e bem, qualquer que seja o ambiente ou situação; em casa, no trabalho, no trânsito ou em seus relacionamentos, qual tem sido a sua preferência? Ter razão ou ser feliz?

Uma pessoa emocionalmente inteligente aprende a aceitar as falhas dos outros, porque conhece a si mesmo e sabe que também tem muitas falhas, como todo ser humano. Ela sabe que pessoas boas fazem coisas ruins, e que fatos isolados não podem determinar o que as pessoas de fato são.

Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa. Não entregue o controle de suas emoções nas mãos dos outros. Seja uma pessoa emocionalmente inteligente. Conduza suas emoções e suas reações em direção aos seus objetivos, e seja mais feliz!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Amor não é posse!

O nosso «amor pelo próximo» não será o desejo imperioso de uma nova propriedade? - Friedrich Nietzsche

Como podemos analisar aquilo que é melhor para a outra pessoa, sem tentarmos nos colocar em seu lugar para fazer essa analise? Muitas vezes temos atitudes egoístas, ate logicamente baseadas, porem pensando apenas naquilo que seria melhor para nosso bem estar e ignorando os sonhos e desejos que o outro tem.

Somos egoístas, pois cada um cuida da sua vida, tem os seus problemas, seus interesses, e esquece-se de se preocupar com o outro, valorizamos demais aquilo que é nosso e que nos trás bem estar ou prazer. Esquecemos que quando nos relacionamos é para fazer a outra pessoa feliz, pois a nossa felicidade e bem estar, será um reflexo da felicidade que proporcionaremos àquela pessoa, mesmo que isso muitas vezes determine mudanças em nossos valores ou aceitarmos condições que achamos estarem erradas. Se estiverem estaremos lá para dar o devido apoio, mas não somos donos da verdade e muitas vezes erramos, só não devemos ser teimosos em não perceber, valorizar, incentivar ou ajudar a aqueles que estão próximos.

Talvez porque não saibamos amar; talvez porque confundamos o amor com posse; talvez porque desconfiamos sempre; talvez porque confundamos amor com dependência; talvez porque tenhamos medo.

No instinto de sobrevivência, no fenómeno do medo, encontramos o alicerce da questão: o ser humano, de modo inato, quer possuir, até o próprio amor; até o próprio objeto do amor. Isso é bem complicado de se perceber, principalmente por quem se encontra envolvido na relação. No fundo, o querer possuir, o ser nosso é uma limitação da felicidade, porque gera ciúme, desconfiança, conflitos e discussões .

O sentimento de posse e apego é vital para a sobrevivência. Mas, ao longo da vida, reforçamos tanto esse apego que nos esquecemos de aprender a compartilhar, a dividir afetos, tempos, coisas, espaços.

É verdade que cada um de nós é um ser único, especial, sem outra réplica no mundo, com capacidade de amar e ser amado da forma mais intensa possível, com potencial para todo sucesso desejado. Um ser digno de toda beleza e riqueza que a vida pode oferecer.
Mas também é verdade que todos os seres humanos têm esses mesmos direitos.
Uma regra básica de convivência é reconhecer que, se nos sentimos as pessoas mais importantes do mundo, os outros seres humanos têm a mesma sensação em relação a eles próprios. E, portanto, para haver harmonia num relacionamento, é necessário que se saiba compartilhar.

O egoísmo não se define apenas por aquilo que uma pessoa quer para si, mas, sobretudo por ela não dar o mesmo direito aos outros.
Mais radicalmente, o egoísmo é querer transformar os outros em propriedade nossa. Quando você tem a sensação de que o outro lhe está sendo tirado é porque, na verdade, você apenas o tratava como uma coisa que possuía.
O parceiro não estava realmente integrado ao seu ser. Quando amamos uma pessoa, queremos que ela seja livre. Essa liberdade do outro nos dá segurança. Ele é livre e, portanto, está comigo porque quer, porque realmente me ama. Nada o obriga. E nossa preocupação passa a ser mais dar do que exigir.

Pretendem conseguir, com essa manipulação, que o outro lhes dê sempre mais e peça cada vez menos. São pessoas que reclamam mais presença, mais atenção, mais cuidados, não por sentimento de amor, mas com o intuito de não perder o controle e não dividir nada com ninguém.

É difícil perceber nosso egoísmo. Não é comum admiti-lo, porque nem sempre temos consciência de que é tão ruim essa ânsia de sermos felizes a qualquer custo (para o outro, é claro!). Essa felicidade, porém, é uma ilusão. Pois o outro acaba sendo apenas mais um “objeto” que será manipulado ate sabe se lá quando.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Meus amigos

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. Os primeiros que nascendo broto é o amigo paie a amiga mãe.
Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem. O destino ainda nos apresenta outros  amigos,os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho.
Muitos desse são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros.
Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.
Esses costumam colocar muitos sorrisos na face, durante o tempo que estamospor perto.
Falando em perto, não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficamnas pontas dos galhosmas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. O que nos deixa mais felizes é quando as folhas que caíram continuam por perto, continuam alimentando as nossas raízes com alegria.
Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore, paz, amor, saúde,
sucesso, prosperidade sempre...
Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única.
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.
Obrigado pela oportunidade de conhecer e dividir momentos felizes ou não, com todos vocês.