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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Devemos ser bons, mas não ingênuos


No mundo encontramos de tudo, até pessoas boas! Mas elas não são, necessariamente, a maioria em nosso caminho. Mantenha os olhos abertos, especialmente para a possibilidade de pessoas opressoras e manipuladoras, sobre a sua vida.
Desconfie das pessoas que desconfiam excessivamente de você. Salvo terem passado por traumas muito profundos, elas costumam ter algo sério a esconder. Essas pessoas que cerceiam a sua liberdade, controlando seus passos e querendo decidir quem deve e quem não deve ter contato com você, no mínimo estão empobrecendo sua vida, no pior dos casos estão começando a destruí-la.
Pessoas que maneira deliberada, minam a sua auto-estima, julgando-o em demasia, apontando enfaticamente todas as suas menores falhas e agigantando os seus defeitos em toda e qualquer ocasião estão conscientes que, ao enfraquecerem a sua auto-imagem ampliam o domínio que possuem sobre a pessoa. Essas pessoas querem fazer você acreditar que ninguém mais no mundo, a não ser elas mesmas, iria querer ou suportar você. Muito cuidado para não acreditar nisso!
No trabalho, chefes que utilizam o seu poder para humilhar seus funcionários, rebaixando-os, criticando-os de maneira maldosa e não reconhecendo suas qualidades e acertos, seguem o mesmo raciocínio. A melhor maneira de impedir que você cresça, é fazer você mesmo desistir, acreditando que não pode crescer.
Em ambos os casos essas pessoas manipuladoras estão utilizando de persuasão para fazer com que você se sinta um lixo. Quanto menor você se sentir, maior parecerá o seu opressor. A força do opressor está no medo do oprimido!
Essas pessoas querem fazer você sentir medo de tentar coisas novas, medo de mudar de relacionamento, de emprego. Elas sabem, mesmo que instintivamente, que quanto maior for o seu medo, maior será o poder delas sobre você. Esse tipo de pessoa não perderá uma só chance em investir na sua desvalorização e nos seus medos.
Não conheço opressores de bom caráter, até conheço manipuladores bem intencionados, mas ignorantes. Ninguém possui o direito de manipular e oprimir outro ser, isto é uma cruel forma de violência.
Não devemos ser ingênuos, devemos procurar a bondade e a justiça com olhos abertos, senso crítico alerta e auto-estima em dia.
O amor não permite algemas, a boa intenção não insulta e, quem quer o seu bem não te impede de crescer. Quando isso acontece, algo está muito errado.
Não seja ingênuo! Ninguém, a não ser você mesmo, pode negar o seu valor. Não seja opressor de si mesmo. Seu valor é incontestável e único, por isso não pode ser comparado com o valor de outras pessoas. Quem escreve não possui mais valor do que quem lê quem ensina não possui mais valor que quem aprende, apenas possuem valores diferentes. Não haveria escritores se não houvesse leitores, não haveria professores se não houvesse alunos, portanto o valor de uns, depende nitidamente do valor dos outros.
Não acredite em quem não acredita em você, não seja ingênuo, procure ser bom e justo, começando por você mesmo!

A felicidade não esta fora de nós!


"Age de tal maneira que uses a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem, sempre e simultaneamente como fim e nunca apenas como meio."  Kant

A sua felicidade não é a minha, e a minha não é a de ninguém. Não se sabe nunca o que emociona intimamente uma pessoa, a que ela recorre para conquistar serenidade, em quais pensamentos se ampara quando quer descansar do mundo, o quanto de energia coloca no que faz, e no que ela é capaz de desfazer para manter-se sã. Toda felicidade é construída por emoções secretas. Podem até comentar sobre nós, mas nos capturar, só se permitirmos.

Eu só dependo de mim, pra ser feliz. Cada um depende de si. A vida vai ensinando que precisamos amar a nós mesmos e que somente a gente é responsável pela nossa felicidade. Ninguém pode responsabilizar o outro, pela sua felicidade. É um fardo pesado, além de ser algo cruel, já que nós temos o mesmo potencial, porém cada um cuida da sua própria vida, busca as suas realizações. Se pudermos compartilhar algo com alguém especial, ótimo. Se não, não seremos infelizes ou incompletos, por causa disso.

Através da aprendizagem o homem passa de ser totalmente incompetente e absolutamente dependente ao nascer para  um ser humano adulto competente para viver , não uma vida qualquer, que represente apenas a sua sobrevivência, mas a vida que ele, autonomamente, escolhe para si próprio ao definir seu projeto de vida.

Há uma diferença importante entre felicidade e contentamento e entre felicidade e prazer. A felicidade é a realização de um projeto de vida. Feliz é o indivíduo que consegue viver a vida que escolheu para si próprio. Esse é um estado razoavelmente permanente, que pode muito bem conviver, momentaneamente, com situações em que a pessoa não está contente nem está sentindo prazer, no sentido sensorial do termo.

sábado, 28 de janeiro de 2012

Envelhecer da medo?

A velhice é inexorável. Não adianta fugir ou fechar os olhos, diante do espelho ou do processo de envelhecimento. Encarar a meia-idade, como um tempo de passagem, como foi a adolescência, é a melhor saída. É fundamental buscar uma melhor qualidade de vida, para tirar um bom proveito da maturidade.

Há muito tempo que se ouve falar de pessoas que não lidam bem com a passagem dos anos e/ou com a entrada numa fase do ciclo de vida mais próxima da morte. De um modo geral, e apesar de a esperança média de vida ser cada vez maior, não é só o medo da morte que nos angustia. Estamos genericamente cada vez mais preocupados com o envelhecimento e os seus danos, no entanto, há pessoas que se destacam pela angústia e ansiedade com que gerem estas alterações.Ao contrário do que superficialmente se possa considerar, esta não é uma perturbação que possa atingir qualquer pessoa, já que depende claramente da forma como cada um amadurece.

Mas o medo de envelhecer está longe de se circunscrever à estética,  a angústia é generalizável à perda de competências intelectuais e capacidades físicas em geral. E se há pessoas capazes de gastar verdadeiras fortunas em produtos sem os quais “não podem viver”, a prática exagerada de exercício físico etc.

Outro padrão comum a estas pessoas é o relacionamento amoroso com pessoas mais jovens. De algum modo, a capacidade para conquistar alguém significativamente mais novo confere-lhes a sensação de poder e de valorização. Para alguns essa necessidade vem acompanhada de comportamentos típicos de um adolescente.

A idade traz inevitavelmente algumas perdas do ponto de vista da imagem, mas também ao nível social, relacional, intelectual e de poder. Prepararmo-nos para as diferentes fases do ciclo de vida implica encontrar atividades e objetivos a perseguir de modo a que nos sintamos preenchidos, em vez de tremendamente ansiosos. As pessoas que encaram a velhice como uma parte do processo não a evitam. Tendem a sobrepor os aspectos positivos desta etapa aos mais negativos. A espiritualidade, a transmissão de conhecimentos e de experiências às gerações mais novas ou a possibilidade de se gerir o tempo de forma mais tranquila são elementos positivos.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Viva simples, mas viva Intensamente


A tarefa do ser humano é viver intensamente. Esta intensidade é importante, para que consiga ser livre das máscaras que não permitem que vejamos quem realmente somos.

É muito mais fácil viver intensamente quando se tem uma vida simples, porém não confunda uma vida simples com uma vida simplória e superficial.

Uma vida simples acontece quando damos profundidade, coerência e autenticidade em nossas ações, pensamentos, sentimentos e sensações.

Quando o ser humano caminha na superficialidade ele acaba prisioneiro dos seus desejos, das suas imaturidades e da cultura que o envolve. Basicamente, ele reage aos estímulos de forma automática, sem perceber o essencial da situação o que é negativo. O resultado é a insatisfação.
Quantas pessoas você conhece que considera a vida corrida? Ou dizem que o tempo está passando rápido? Estas sensações são sintomas de vida superficial. A mente reagindo apenas aos estímulos, não permite que a pessoa esteja plenamente presente. A superficialidade e os múltiplos desejos tornam a vida das pessoas complexas. E o culto do ego torna as pessoas cada vez mais dependentes do que é exterior. Nesta forma de vida dificilmente conseguimos viver intensamente, com coerência e autenticidade. 

Viver bem, com qualidade e prazer é o melhor investimento que qualquer pessoa pode fazer para o seu futuro. E o que é mais interessante: a qualidade de vida está muito associada ao ato de viver uma vida menos estressante.
Para isso primeiro diminua o ritmo de sua rotina. Acredite: 80% das coisas pelas quais você corre tanto estarão esperando por você amanhã, novamente. Então, priorize-se na complicada equação da vida, porque você é mais importante do que tudo o mais. Mas, mesmo nesses momentos, cerque-se de pequenos confortos que o ajudem a, fisicamente, encarar as suas jornadas. Outra coisa muito importante para a sua saúde é cercar-se de pessoas positivas, verdadeiramente amigas e que valorizem as coisas boas da vida.

“O mesmo hábito, que valoriza os bens e subestima as coisas do espírito, coloca o relacionamento humano e o respeito ao próximo em segundo plano. Por priorizar a busca por riqueza e poder, mantém a sombra da guerra a pairar sobre nossas cabeças, extingue os recursos do planeta, condena à morte animais e plantas, degrada o meio ambiente e faz a poluição progredir em escala geométrica.” 

sábado, 21 de janeiro de 2012

O que é melhor para nós

Quem disse que temos que nascer já sabendo o que é melhor para nós? Priorizarmos nossas escolhas de vida é sinônimo de compromisso. E compromisso, é provavelmente o comportamento mais importante de todos. Se não procuramos estar compromissado com nossas escolhas nada se realizará. Infelizmente nos dias em que vivemos, e diante de tantos exemplos de corrupção e falta de ética, compromisso não é uma palavra das mais populares.

O compromisso verdadeiro significa crescimento e aperfeiçoamento contínuo. Uma pessoa compromissada dedica-se ao crescimento e aperfeiçoamento do seu conhecimento, da habilidade e suas atitudes, com esforço constante para aperfeiçoar seus talentos. O empenho em crescer e nos tornarmos o melhor que pudermos é uma obrigação nossa, é um compromisso que devemos ter com nossa vida.
E compromisso requer paixão e respeito pelo que queremos realizar, assim como também muita clareza para as escolhas que fazemos na vida.

Buscarmos novos comportamentos para termos sucesso na vida requer que nos coloquemos a serviço de nós mesmos e dos outros. Precisamos aprender também o dom do sacrifício. Sacrificar os desejos que não nos leva a realização das metas firmadas e a preguiça de mudarmos alguns comportamentos que não contribuem com o crescimento, é fundamental para um compromisso sério com a vida. Temos até que sacrificar o desejo de esganar certas pessoas que funcionam como pedras no meio do caminho. A questão é que muitas vezes temos que nos sacrificar para aceitar certas situações e pessoas, principalmente aquelas que não admiramos, em nome do compromisso que temos com a qualidade e sucesso de nossa vida. Mas aceitação não significa compactuar com aquilo que não queremos. Significa apenas parar de brigar e buscar novas estratégias onde a inteligência emocional será a mestra a nos guiar. E inteligência Emocional é a capacidade de manipularmos nossas emoções de forma que elas trabalhem a nosso favor e nos levem mais perto de nossos objetivos.

Pense e bem, qualquer que seja o ambiente ou situação; em casa, no trabalho, no trânsito ou em seus relacionamentos, qual tem sido a sua preferência? Ter razão ou ser feliz?

Uma pessoa emocionalmente inteligente aprende a aceitar as falhas dos outros, porque conhece a si mesmo e sabe que também tem muitas falhas, como todo ser humano. Ela sabe que pessoas boas fazem coisas ruins, e que fatos isolados não podem determinar o que as pessoas de fato são.

Não ponha a chave de sua felicidade no bolso de outra pessoa. Não entregue o controle de suas emoções nas mãos dos outros. Seja uma pessoa emocionalmente inteligente. Conduza suas emoções e suas reações em direção aos seus objetivos, e seja mais feliz!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Amor não é posse!

O nosso «amor pelo próximo» não será o desejo imperioso de uma nova propriedade? - Friedrich Nietzsche

Como podemos analisar aquilo que é melhor para a outra pessoa, sem tentarmos nos colocar em seu lugar para fazer essa analise? Muitas vezes temos atitudes egoístas, ate logicamente baseadas, porem pensando apenas naquilo que seria melhor para nosso bem estar e ignorando os sonhos e desejos que o outro tem.

Somos egoístas, pois cada um cuida da sua vida, tem os seus problemas, seus interesses, e esquece-se de se preocupar com o outro, valorizamos demais aquilo que é nosso e que nos trás bem estar ou prazer. Esquecemos que quando nos relacionamos é para fazer a outra pessoa feliz, pois a nossa felicidade e bem estar, será um reflexo da felicidade que proporcionaremos àquela pessoa, mesmo que isso muitas vezes determine mudanças em nossos valores ou aceitarmos condições que achamos estarem erradas. Se estiverem estaremos lá para dar o devido apoio, mas não somos donos da verdade e muitas vezes erramos, só não devemos ser teimosos em não perceber, valorizar, incentivar ou ajudar a aqueles que estão próximos.

Talvez porque não saibamos amar; talvez porque confundamos o amor com posse; talvez porque desconfiamos sempre; talvez porque confundamos amor com dependência; talvez porque tenhamos medo.

No instinto de sobrevivência, no fenómeno do medo, encontramos o alicerce da questão: o ser humano, de modo inato, quer possuir, até o próprio amor; até o próprio objeto do amor. Isso é bem complicado de se perceber, principalmente por quem se encontra envolvido na relação. No fundo, o querer possuir, o ser nosso é uma limitação da felicidade, porque gera ciúme, desconfiança, conflitos e discussões .

O sentimento de posse e apego é vital para a sobrevivência. Mas, ao longo da vida, reforçamos tanto esse apego que nos esquecemos de aprender a compartilhar, a dividir afetos, tempos, coisas, espaços.

É verdade que cada um de nós é um ser único, especial, sem outra réplica no mundo, com capacidade de amar e ser amado da forma mais intensa possível, com potencial para todo sucesso desejado. Um ser digno de toda beleza e riqueza que a vida pode oferecer.
Mas também é verdade que todos os seres humanos têm esses mesmos direitos.
Uma regra básica de convivência é reconhecer que, se nos sentimos as pessoas mais importantes do mundo, os outros seres humanos têm a mesma sensação em relação a eles próprios. E, portanto, para haver harmonia num relacionamento, é necessário que se saiba compartilhar.

O egoísmo não se define apenas por aquilo que uma pessoa quer para si, mas, sobretudo por ela não dar o mesmo direito aos outros.
Mais radicalmente, o egoísmo é querer transformar os outros em propriedade nossa. Quando você tem a sensação de que o outro lhe está sendo tirado é porque, na verdade, você apenas o tratava como uma coisa que possuía.
O parceiro não estava realmente integrado ao seu ser. Quando amamos uma pessoa, queremos que ela seja livre. Essa liberdade do outro nos dá segurança. Ele é livre e, portanto, está comigo porque quer, porque realmente me ama. Nada o obriga. E nossa preocupação passa a ser mais dar do que exigir.

Pretendem conseguir, com essa manipulação, que o outro lhes dê sempre mais e peça cada vez menos. São pessoas que reclamam mais presença, mais atenção, mais cuidados, não por sentimento de amor, mas com o intuito de não perder o controle e não dividir nada com ninguém.

É difícil perceber nosso egoísmo. Não é comum admiti-lo, porque nem sempre temos consciência de que é tão ruim essa ânsia de sermos felizes a qualquer custo (para o outro, é claro!). Essa felicidade, porém, é uma ilusão. Pois o outro acaba sendo apenas mais um “objeto” que será manipulado ate sabe se lá quando.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Meus amigos

Existem pessoas em nossas vidas que nos deixam felizes pelo simples fato de terem cruzado o nosso caminho.
Algumas percorrem ao nosso lado, vendo muitas luas passarem, mas outras apenas vemos entre um passo e outro.
A todas elas chamamos de amigo.
Há muitos tipos de amigos.
Talvez cada folha de uma árvore caracterize um deles. Os primeiros que nascendo broto é o amigo paie a amiga mãe.
Mostram o que é ter vida.
Depois vem o amigo irmão, com quem dividimos o nosso espaço para que ele floresça como nós.
Passamos a conhecer toda a família de folhas, a qual respeitamos e desejamos o bem. O destino ainda nos apresenta outros  amigos,os quais não sabíamos que iam cruzar o nosso caminho.
Muitos desse são designados amigos do peito, do coração. São sinceros, são verdadeiros.
Sabem quando não estamos bem, sabem o que nos faz feliz...
Mas também há aqueles amigos por um tempo, talvez umas férias ou mesmo um dia ou uma hora.
Esses costumam colocar muitos sorrisos na face, durante o tempo que estamospor perto.
Falando em perto, não podemos nos esquecer dos amigos distantes, que ficamnas pontas dos galhosmas que quando o vento sopra, aparecem novamente entre uma folha e outra.
O tempo passa, o verão se vai, o outono se aproxima, e perdemos algumas de nossas folhas. Algumas nascem num outro verão e outras permanecem por muitas estações. O que nos deixa mais felizes é quando as folhas que caíram continuam por perto, continuam alimentando as nossas raízes com alegria.
Lembranças de momentos maravilhosos enquanto cruzavam o nosso caminho.
Desejo a você, folha da minha árvore, paz, amor, saúde,
sucesso, prosperidade sempre...
Simplesmente porque cada pessoa que passa em nossa vida é única.
Sempre deixa um pouco de si e leva um pouco de nós. Há os que levaram muito, mas não há os que não deixaram nada. Esta é a maior responsabilidade de vida e a prova evidente de que duas almas não se encontram por acaso.
Obrigado pela oportunidade de conhecer e dividir momentos felizes ou não, com todos vocês.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O real e o imaginário

Vivemos na atualidade a busca de novos caminhos que possam conduzir à compreensão e à superação da realidade. A imaginação tornou-se o caminho possível que nos permite não apenas atingir o real, como também vislumbrar as coisas que possam vir a tornar-se realidade. Embora as sociedades tenham, nas últimas décadas, privilegiado as imagens como forma de conhecimento e de comunicação social, esse fenômeno que utiliza as imagens televisivas ou computadorizadas não trouxe consigo a emergência de um imaginário mais rico ou complexo. As imagens padronizadas não conseguiram construir, através de seus recursos simbólicos, qualquer universo do imaginário social que pudesse superar as antigas narrativas orais, o teatro das ruas e os rituais sagrados e profanos que fizeram parte durante séculos da composição do imaginário social. Porém, o imaginário não foi derrotado no confronto com a racionalidade das imagens massificadas, produzidas para o consumo fácil, encontrando-se presente cada vez mais nas fantasias, e projetos, nas idealizações dos indivíduos e em outras expressões simbólicas, religiosas ou leigas, que traduzem e constroem as suas emoções em um novo contexto imaginativo.  
O imaginário em liberdade, que rompe os limites do real, consiste na explosão que propicia o início de uma nova época ou apenas o tempo efêmero e extraordinário de uma festa.
Com os grandes problemas e o peso que a vida às vezes nos impõe, o nosso mundo real está cada vez mais difícil de viver, pois está repleto de preconceitos, indiferença, violência, tristeza, desigualdade social depressão, acontecimentos chocantes que vemos todo dia.
Já no mundo imaginário, vivemos as fantasias que estão no nosso inconsciente e que no mundo real não podemos colocar em prática, também ditamos nossas próprias regras, somos donos do nosso destino e fazemos o que temos vontade, sem ninguém para criticar, podemos ser quem a gente quiser fazer nossa própria história sempre com o final feliz.
Na verdade não sei o que é mais prejudicial, ser muito cético, e só viver no mundo real, ou ser muito fantasioso, e criar o mundo imaginário e não querer sair dele. Acho que temos que ter um equilíbrio. Mas quando uma pessoa cria um mundo destes e se fecha para a realidade, não totalmente, mas na parte sentimental principalmente, ele se torna mais fria, trata situações como se já tivesse vivido aquilo e compara tudo a seu mundo. Depois de um bom tempo neste mundo imaginário à saída já é distante, enfrentar o mundo real é algo que se tornará trauma, pois os traumas já são modelos prontos na mente, empilhados um a um em um imenso muro do qual sair significa derrubar o muro e ser exposto ao mundo real. Algo que deve ser feito com uma mente forte e com muito apoio de outras pessoas.
A fantasia não propõe apenas outra realidade na qual os objetos estão sujeitos às suas novas regras e normas, mas também ultrapassa as representações sistematizadas pela sociedade, criando outro real. Não deixa de ser real, porque não é ilusão ou loucura, mas outra forma de conhecer, perceber, interpretar e representar a realidade. Possui uma lógica própria compartilhada pela coletividade, que desafia a descrença na existência de seres extraordinários e nas experiências insólitas.

sábado, 14 de janeiro de 2012

Não sou de meios termos

“Eu sou um ser totalmente passional. Sou movida pela emoção, pela paixão. Tenho meus desatinos. Detesto coisas mais ou menos, não sei amar mais ou menos, não me entrego de forma mais ou menos. Se você procura alguém coerente, sensata, politicamente correta, racional, cheia de moralismo… Equeça-me! Se você sabe conviver com pessoas intempestivas, emotivas, vulneráveis, amáveis, que explodem na emoção: acolha-me.
Clarice Lispector

Exagerado!
Eu sou mesmo exagerado!
Esse sou eu.
Não sou uma pessoa de meios-termos. Ou amo, ou odeio.
Minha personalidade geralmente bem passional me leva sempre mergulhar de corpo e alma em quase tudo.
E tenho a plena convicção de que pessoas movidas por sentimentos sofrem muito mais do que as outras. Porque o que te alimenta as vezes te destrói, quem se alimenta de sentimento, quem ama verdadeiramente, quem se expõe demais, quem é sincero e dá a cara a tapa, corre o risco de levar um outro de volta. E muitas vezes leva. Mas e daí? Ser autêntico tem um preço.
O problema é que, os passionais por natureza antes mesmo de a mão atingir seu rosto, já perdoam àqueles que o agrediram. São bobões, amam incondionalmente na alegria e na tristeza, na riqueza e na pobreza e na coerência e discordância. Porque aceitar as pessoas como são também é coisa de gente piegas que é movido por aquela coisinha implicante que não nos deixa em paz: o AMOR.
Amar é realmente um sentimento FDP não? Porque mesmo quando você acredita no seu ponto de vista, ele, não deixa o orgulho ser suficientemente maior que a convicção. O amor realmente transforma. Isso para quem ama, é claro. Resumindo, o amor é bundão. Mas ter razão não significa ter certeza.
Outra coisa que aprendi é que apesar de detestar conflitos, eles revelam lugares antes desconhecidos. Mostram o amor que as pessoas sentem (ou não) umas pelas outras e nas horas mais conflitantes é que enxergamos com clareza o quanto somos amados, o quanto pesa um relacionamento para um e para outro e descobrimos que a balança nem sempre está na mesma altura. Nos momentos de explosão é que descobrimos nosso valor. Mas dói demais quando descobrimos que nem sempre temos a reciprocidade das pessoas próximas a nos. Enfim, é um risco que corremos.
Mesmo assim, não deixarei em nenhum momento nessa nossa curta estadia aqui, de amar incondicionalmente e passionalmente as pessoas que estão próximas a mim, e com certeza exageradamente e que querendo protege-las de tudo. Mesmo sabendo que não terei o sentimento devolvido da mesma forma, na maioria das vezes, não vou corromper meus sentimentos. Quando a gente ama, não deixa de amar. Se um dia deixar de amar, é porque nunca amou.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sinta-se feliz!


Aquele que se alegra com o sucesso dos outros, enxerga para si próprio as possibilidades para o seu próprio sucesso e felicidade. 
Shamala Tan

Ver a felicidade de alguém que amamos é tão bom quanto nossa própria felicidade. A alegria da outra pessoa pode ser a nossa alegria. Quando se consegue pensar sem se ter uma visão mesquinha e egoísta da vida, percebemos que quando alguém muito próximo e que queremos muito bem, consegue realizar seus sonhos, indiretamente estamos também realizando o nosso, porque o mais importante será ver esta pessoa feliz!

Neste caso amar não é ver a sua própria satisfação e felicidade, mas ao do outro, não é apodera-se do outro para satisfazer-se, é o contrário, é dar-se ao outro para completá-lo. E para isto é preciso que você deixe de lado certos pensamentos mesquinhos. Você só começará a compreender o que é amar, quando a sua vontade de fazer o bem for maior do que a sua necessidade de satisfação própria, infelizmente o egoísmo ainda predomina na maioria das vezes, nos impedindo de apreciar as realizações dos outros. Preste atenção nas realizações das pessoas que estão à sua volta, na realização de seus sonhos e em sua felicidade, ajude sempre que puder ou quando pedirem sua ajuda.

Sinta-se feliz pelo sucesso e felicidade dos outros, muitas vezes de alguma forma você pode ter contribuído para isso, e no fundo também será sua a realização, nem sempre contribuímos fisicamente, porém muitas vezes apenas nossa proximidade será o incentivo para alguém buscar seus sonhos.

Portanto:

Sinta-se feliz porque alguém cuida de sua felicidade;
Sinta-se feliz porque alguém preocupa quando as coisas não estão dando certo;
Sinta-se feliz porque alguém se coloca a postos para ouvir suas dúvidas;
Sinta-se feliz porque alguém dá uma sacudida em você quando é preciso.