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sexta-feira, 10 de junho de 2011

O que separa a ambição da ganância?

Ambição é à vontade, o desejo de conseguir algo, onde limites e regras são respeitados, qualquer pessoa normal ambiciona alguma coisa na vida, com certeza. Enquanto que a ganancia é o apego desmedido pelo lucro, muitas vezes de formas ilícitas. Quanto mais o ganancioso tem mais ele quer! Não há qualquer possibilidade de moderação para quem tem ganancia. Agora, o que pode separar uma coisa da outra é a forma como o individuo vê e interage com mundo, suas normas e critérios, e onde os limites e respeito pelo outro ser humano existem. Ele ambiciona as coisas sem desejar com tanta veemência porque tem a consciência de que tudo é passageiro. Ele tem a ambição moderada, enquanto que o homem ganancioso é um materialista por excelência e para ele não há limites em seus desejos.

Você pode ser ambicioso sem ser ganancioso,certa ambição pode ser um catalizador para a conquista de seus objetivos, porém obedecendo regras, normas, com moral e princípios éticos. Já o ganancioso, age por instinto e regula seu grau de interesse sempre pelo status maior  e não vê qualquer tipo de impedimento moral que o arrede de obter o resultado que deseja, mesmo que fira ou prejudique outras pessoas. A regra maior, individualista e tradicionalmente egoísta é: eu quero, eu preciso e, os meios justificarão os fins.

Uma pessoa ambiciosa deseja geralmente crescer na vida, conseguir algo bom, ou melhor, mas ele jamais pensará em prejudicar ou passar por cima de seu próximo para realizar seus objetivos.
Já o ganancioso sempre tem consigo o egoísmo e a maldade, pois apesar de certas características do ambicioso, não se preocupa em seguir regras nem ter critérios éticos.

Processo de perda

Nascemos independentes da nossa vontade. Mas a vida tem seu encanto. E Muitas vezes nos encanta. E vamos assim, não importa nossa idade, desbravando novamente a vida. Tudo pode ter um fim. Mas todo fim pode ser um recomeço.
A intensidade e o tempo que vivemos nossas perdas seja um emprego, a ruptura de uma amizade, a separação de um amor ou a morte de um ente querido dependera de uma série de fatores. Vão desde nossas características psíquicas e passa pela qualidade do relacionamento que temos em relação ao que perdemos, o suporte que o meio social nos da ou nosso histórico de perdas anteriores.
Chamamos de processo de luto a reação à perda, o enfrentamento das etapas desse período. Dentre as fases comuns que as pessoas atravessam, temos: o choque ou torpor, a fase de anseio ou raiva; a desorganização e depressão, e por fim, a reorganização ou aceitação, quando é possível retomar projetos, novas relações, lidar com a dor da perda de uma forma mais serena. É importante destacar a alternância dessas fases, bem como a normalidade da presença de sentimentos como solidão, angústia, falta de interesse pela vida, sentimentos de culpa, além de sentimentos físicos como, falta de ar, falta ou excesso de apetite, insônia, fadiga, aperto no peito.
De uma forma geral, o luto é um processo de longo prazo que pode variar de acordo com as características de cada pessoa. Após este período, é esperado que a dor mais intensa diminua e que a pessoa consiga retomar suas atividades. Mas, no caso das perdas inesperadas, a dor é infinitamente maior e a elaboração da perda é lenta e muito mais sofrida, o que favorece um luto complicado ou patológico. É comum as pessoas se afogarem na imensidão da dor, guardando eternamente sentimentos de raiva, indignação e culpa, questionando a justiça dos homens e a de Deus, abandonando sua vida em vida.
A possibilidade que permite seguir a vida passa pelo enfrentamento da dor e das etapas seguintes. É preciso compartilhar a dor com a família, amigos, grupos com quem convivemos ou pessoas vivendo situações semelhantes, para que se possa aprender a conviver com a perda. Percebendo que outros possuem problemas semelhantes, percebemos que também existe a possibilidade de sobreviver a este problema.  
Reinvestir em nossa própria vida, retornar ao caminho, buscar objetivos concretos, nos tira do processo da apatia e muitas vezes culpa durante o processo de vivencia de nossas perdas, somente percebendo que nem tudo vai embora e mas que sempre fica algo de bom, mesmo que mínimo quando se perde algo, devemos entender que perder faz parte da vida, um  jogo em que se ganha umas se perde outras mas cujo objetivo maior e nos tornar mais conscientes de nossos caminhos, e torna-lo na medida do possível mais justo para nos e para aqueles com quem convivemos.

sábado, 4 de junho de 2011

"Navegar é preciso. Viver não é preciso." (Fernando Pessoa)

Com certeza na vida o que mais existe é imprecisão. Por mais que planejemos com perfeição, alinhemos todas as arestas, façamos planos perfeitos, em alguns segundos tudo vai por água abaixo. Na vida estamos sempre recomeçando, talvez ai esteja à beleza da vida, poder refazer aquilo que se começou, mudar os caminhos ter novos destinos. Por mais que achemos terrível, recomeçar algo na vida e bom, pois nos da chance de fazer melhor aquilo que não deu certo ou não pode ser completado. 

A vida é incalculável no sentido de momentos, decisões e medidas. A vida não é exata, não é precisa, não sabemos como será o dia de amanhã, ou quando morreremos. Quando nos valorizamos em vida, temos o poder nas mãos de nos aceitar como somos, de sermos uno e o resultado disso é o poder criativo. 

Não devemos nunca nos deixar destruir, devemos sempre criar e recriar o impossível de nós e para nós. Devemos abandonar a mesquinhez, os falsos projetos, a falsa ilusão, a falsa crença para apostarmos no que temos de melhor em nós. Sei que somos humanos o bastante para necessitarmos a todo tempo de perguntas com respostas rápidas e ligeiras, que possam então nos levar ao mundo real e com isso deixamos de pensar em nossa imortalidade. Mas o que devemos criar para deixarmos ao mundo? 

Que contribuição poderemos deixar aqui na Terra aos que ficaram e aos que virão? Por isso o exercício da criação deve estar sempre presente em cada gesto, em cada amanhecer. A existência nos ajuda para isso se não passarmos a vida simplesmente por viver. Viver é existir de todas as formas. Para viver, não basta ver, ouvir, pensar e falar, pois estas são manifestações da existência. Para viver, é preciso sentir, mergulhar em si mesmo e sair. É o olhar e ver. 

Quem apenas existe sem viver, estagna em vida.

Tempo

A humanidade caminha no ritmo do tempo ou o tempo caminha no ritmo da humanidade? Já ouve época em que vivíamos no ritmo da natureza, das estações, do dia da, noite, até que conseguimos com mais exatidão dividir o tempo, calendários surgiram, o tempo foi controlado mecânicamente depois digitalmente. Hoje vivemos controlando o tempo ou controlado por ele, o que foi criado ate agora baseado em leis naturais já não dão conta de nosso dia a dia, então o que fazer? Criar um dia de 48 horas?

O tempo é o vínculo que organiza a vida que vivemos atualmente. Somos levados a pensar para cada atitude o tempo que gastaremos. Preocupamos com o que faremos e nos angustiamos quando tudo acaba. Tudo o que significa perda de tempo causa-nos mal-estar. Vivemos num ritmo frenético e onde predominantemente o presente é importante, vive-se online, mas será que esta vivência e algo que envolva reflexão ou já estamos num ritmo tão compulsivo em que muitas vezes agimos mais instintivamente que analiticamente. 

Somos muito ciosos do que faremos e do que temos a fazer imediatamente. Não gostamos do que já passou apesar do passado representar nossa historia e muitas vezes ser modelo do que fazer ou não fazer. Esquecemos o futuro, pois estamos demais preocupados com o aqui e agora. Vivemos intensamente o presente ou vivemos irrefletidamente o presente? 

O que fizemos do passado? Será que ainda esperamos algum futuro? Como lidamos com o tempo: passado, presente e futuro? Que relações estabelecemos no tempo chamado hoje!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Coisas simples

Infelizmente estamos acostumados a pensar e nos preocupar com coisas grandes, com os excessos, os detalhes, aquelas coisas pequenas e simples são vistas muitas vezes como insignificantes.

Sempre queremos ganhar muito, ter o não necessário, ser sempre o melhor em tudo. Muitas vezes esquecemos que na vida quase sempre o que nos toca mais são as coisas menores, mais simples. Um pequeno gesto nos deixa sem ação, algo que não esperávamos, às vezes ate algo meio bobo, mas quando deixamos abertas as portas para receber aquilo de bom que nos enviam , percebemos que nem sempre o grande é o mais importante.

Pequenos gestos, um conversa amena, uma musica, um filme, estar uns minutos com alguém que não víamos há algum tempo ou poder contar com o apoio das pessoas quando menos esperávamos nos traz grande felicidade. Quando estamos voltados para perceber o que é visto como não tão importante por alguns, e esquecemos um pouco que a vida não é somente competição, mas troca de sentimentos e a esperança de poder encontrar no outro apoio nas horas que estamos mais frágeis. 

Aceite então aquilo que lhe oferecem, não se atenha somente aos excessos, na maioria das vezes os trocara por outros, procure estar presente na vida daqueles que de algum modo para você é importante. 


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Manuel Anastácio, falando Da condição humana

Irresponsabilidade
Tudo apodrece à nossa volta, é verdade.
E todas as promessas se diluem
Na atmosfera, em ondas que se afastam.
Tudo é sonho.
Tudo é mentira.
Tudo decai.
Tudo permanece em semi-vida
E de tudo irradia aniquilação.
As flores murcham no seu prazer e os frutos ficam só pelo rascunho
De um carpelo murcho e atrofiado.
Tudo permanece em silêncio, amarrado a silêncio,
Tudo silenciado, a não ser o gesto.
O teu gesto de ser, de avançar,
De acreditar sem esperar.
Tudo é esperança, tudo é lembrança,
Tudo é passado, destruído, arrasado,
Tudo morre à nossa volta,
Tudo nasce com a certeza de que terá fim.
É por isso que não somos tudo.
Estamos à parte. Tudo à nossa volta morre.
Menos nós. Ainda mais quando antecipadamente
Já morremos.
Porque a nossa decadência é a seiva que perfuma o ar
De um instante que outros sorverão com nostalgia.
Morreremos, também, um dia.
Mas outros por nós viverão
E aspirarão o doce odor da nossa irremediável, irresponsável
Utopia.
É por esse instante, que sendo nosso,
Não viveremos, que prestamos, em silêncio,
O nosso rito, enternecido,
A um Deus de Amor que é um grito.
Há no nosso sonho aflito
O renascer de um Deus para nós desconhecido.
Tudo é sonho.
Tudo é, à partida, perdido.
A não ser que o queiramos agarrar sem o merecer primeiro.
E só o merecemos se o deixarmos por nós esperar.
Tudo morre, tudo é sonho.
Tudo.
Menos nós, que não somos tudo.
Somos a parte de tudo dar.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Encontre o seu Pinóquio

Muita gente já deve ter ouvido falar do Grilo Falante, da história do Pinóquio? Não sei se acreditam, mas existem muitos em nossa vida:essa consciência externa que nos da toques e nos ajuda muitas vezes a colocar o pensamento em ordem.
Acredito que depois de que lerem isso vão acaba lembrando-se de muitos Grilos Falantes. Por exemplo, aquele amigo, parente, professor, que estava em seu ouvido falando a coisa certa no momento certo, apesar de nem sempre você ouvir esta sua consciência externa, e acabar fazendo diferente do que ela aconselha e metendo a cara no muro, mas nem sempre aprendemos algo sem dor, às vezes será necessário sentir na pele para poder ter o conhecimento real do problema, não é agradável, mas nem sempre o mundo é tranqüilo e maravilhoso, como muitos acham.
Engraçado que muitas vezes nem percebemos que agimos justamente como o Grilo da história do Pinóquio, temos pessoas que gostamos e nos preocupamos muito, tentamos mostrar os caminhos, muitas vezes falando de nossa própria historia e vivência tentando dar uma direção, só que nem sempre somos ouvidos, sabemos que aquilo vai dar errado, já passamos por isso, mas nem sempre conseguimos ser que aceitem isso como verdade.
Porem o mais importante nisso tudo é a percepção que todos podemos ter o nosso Pinóquio, e só termos um pouco mais de boa vontade, respeito e preocupação com o próximo, procurando sem interferir na historia pessoal de cada um, tentar fazer com que o outro analise e perceba suas atitudes e comportamentos e encontre o melhor caminho.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Precisamos de metas realistas


Já algum tempo um amigo reclamava de sua falta de sorte. Não conseguia levar adiante nenhum de seus planos, simplesmente paravam ou não seguiam do jeito que queria. Estava ficando desestimulado, triste cansado de recomeçar projetos e não conseguir levar nenhum ate onde queria. Simplesmente as coisas não davam certo, apesar estudar muito não conseguia fazer os cursos que queria. Tinha uma vida familiar tranqüila, mas não conseguia encontrar uma pessoa que realmente gostasse dele, não somente pelo que aparentava por fora, realmente era bonito, mas entendesse seus sentimentos e suas necessidades, algo meio difícil hoje em dia.

Ele era uma pessoa inteligente, obstinada, esforçada, corria atrás daquilo que queria então o que pode estar acontecendo? Já que não era um problema de falta de capacidade ou esforço em buscar o que queria? 

Se formos olhar a forma como ele colocava as coisas na vida veremos, que falta um pouco de objetividade quando ele estabeleceu suas metas. Infielmente temos que ser realistas, não da para se fazer tudo no momento que queremos, temos que ir adequado metas com a vida real, nem sempre nossos desejos se realizaram exatamente como planejamos, mas isso não deve ser motivo para que os deixemos de lado, devem ser encarado como uma meta maior para mostramos, ate para nos mesmos, que temos competência para conseguir aquilo que queremos. Somente adiamos um pouco se realmente temos aquilo como objetivo concreto.

Somos ansiosos com nossos objetivos de vida. Só esquecemos de que acidentes de percurso acontecem, temos que estar preparados, pois nada é perfeito, erros ocorrem, e temos que buscar os meios para superá-los e voltarmos ao caminho que estávamos.
O tempo de acontecer nem sempre esta na mesma sintonia do tempo de viver.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Ás vezes vale a pena ser ridículo

A gente convive com muita gente, durante nossa vida, mas sempre existe alguem que no deixa com saudades quando ficamos sem a sua presença por algum tempo. Mudamos, crescemos, mas sempre encontramos alguém, que preenche quem sabe algum vazio em nosso interior, e tem aquele detalhe que nos falta, muitas vezes nem percebemos isso, ou percebemos e nada falamos.

Pode ate ser carência não sei, ou apenas que aquela pessoa nos mostra coisas boas, bons pensamentos, trás alegria, boa conversa, amizade, carinho, e nos deixa feliz por estar em nosso caminho, em nossa vida melhor dizendo.

Engraçado, que na maioria das vezes não falamos, mas com tempo aprendemos que é bom poder dizer a alguém que ela torna nossas dificuldades pequenas porque temos a possibilidade de poder ter sua companhia por algum tempo. Independente de quem seja ou o tipo de relacionamento que exista. 

Por varias vezes viveremos isso, quem não teve aquele grupo na época do colégio, em que tudo corria bem você se divertia, sem brigas e confusões, às vezes fazendo algumas loucuras, mas nada comprado com o que vemos hoje em dia. Mas o tempo passa e você se lembra de coisas que deveria ter falado, mas não o fez.

Uma das poucas vantagens de se ter um pouco mais de idade e poder falar certas coisas sem se preocupar com criticas ou avaliações que em outras épocas seriam desagradáveis. É quando você percebe que o melhor julgamento e o sua próprio e não a dos outros.

Então se acharem que esta sendo exagerado, ridículo, por certos comportamentos problema de quem acha isso, use sua consciência como guia. Não perca mais tempo, com avaliações de comportamentos, às vezes vale a pena ser ridículo se for por um bom motivo.

Diga então as pessoas que sente falta delas, que gosta delas, que as ama, expressar seus sentimentos é muito importante e saudável. Estar com pessoas que você gosta então, lhe trás bem estar, diminui seus problemas e ansiedades, pois pode compartilhar um pouco com quem é importante em sua vida, independente de quem seja e do lugar.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

“A resposta branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a ira.”

Ter raiva atualmente já se tornou quase uma rotina, esteja ela bem escondida dentro de nos ou expressa às vezes ate de forma violenta. Geralmente isto nos incomoda e provoca culpa. 
Na vida agitada e complicada que vivemos com situações de estresse alto, não são raros os momentos que a raiva surge, muitos tentam suprimi-la escondendo-a por trás de sorrisos complacentes, alimentando-se rapidamente, jogando ou amassando objetos, praticando alguma espécie de esporte ou mesmo tornando-se pessoas ríspidas, fechadas ou irônicas.

Quando tentamos conter a raiva, esta vai se acumulando e se tornando cada vez mais poderosa. Por isso, bastará apenas um pequeno motivo, inclusive o mais tolo, para que ela seja totalmente liberada. É aí que a pessoa, até então tão controlada, aparecerá totalmente modificada, transtornada, fazendo coisas inacreditáveis.

Mesmo assim, a raiva é algo tão natural que melhor que tentar escondê-la é deixa-la fluir, nosso esforço não deve ser em conter a raiva. Devemos deixar que ela se expresse, e que vá embora naturalmente. O que mais gera raiva dentro de nós é o nosso sentimento de impotência quando não podemos controlar tudo.

Por isso, quando sentir raiva, tente saber o que esta tentando controlar! Aceite que não pode controlar tudo, existem muitas outras formas de se resolver um problema, então relaxe e procure o melhor meio.

Não negue a raiva;
Veja se vale a pena se aborrecer por um pequeno problema;
Canalize a raiva para algo positivo;
A culpa da raiva que sente é sua então não culpe ninguém por isso;
Não tema a raiva, não a esconda. Liberte-a!

O sentimento frequente de raiva é tão ruim para o organismo,que pode causar de distúrbios no aparelho digestivo a problemas cardíacos, sem dizer que pode ser considerado um desequilíbrio psicológico.